quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Grupo de Dança

Bailarin@s,
quem se interessar em fazer parte de um grupo de dança para adultos (nível iniciante, intermediário e avançado) me mande um e-mail com o título Grupo de Dança 2012 e vamos conversando.
A ideia inicial é fazer aula e ensaio aos sábados de manhã, no Alto da Lapa, em São Paulo.
Valendo!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Novidades em 2012

Bailarin@s,
quem quer participar de um grupo de dança aos sábados no ano que vem curte aqui.
Em breve mais informações.
Beijo, beijo!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Temporada de Ensaios

Por isso estou sumidaça!
Danço dias 20 e 27 de novembro em São Paulo, no Teatro Folha, e dias 16 e 17 de dezembro, em Assis.
Fim de ano agitado, do jeito que eu amo.
Merda para todos nós.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Posts no forno

Meninas, recadinho rápido, porque o dia tá corrido.
Estou preparando alguns posts que me pediram e que acabaram sendo uma ótima ideia para o blog. Inclusive com vídeos! Leva um pouquinho mais de tempo pra fazer, mas acho que vai ficar legal.
Estou ensaiando Esmeralda de novo (já duas apresentações marcadas para o fim do ano, eba!) e estou amando esta versão. Linda, não?
Beijos!





sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Aula hoje

Bailarin@s, para quem perguntou, aí do lado estão as escolas onde eu estava dando aula de adultos iniciantes. Por enquanto estou de licença-maternidade, mas hoje vou pra aula na Danz'Arte. Tão pensando o que? Professora não deixa de ser bailarina!

Notícias

Bailarin@s, só para atualizar, estou um pouco ausente porque minha bailarina Helena chegou.
Nasceu dia 19/7 e já é muito mais do que eu poderia sonhar.
Abaixo a foto do meu primeiro dia de aula de ballet após o parto, com 30 dias.
Em breve muitos posts novinhos dessa fase e do mundo da dança.
Beijos e obrigada a todos os comentários que recebi aqui, no Twitter (@anayazlle - segue aí) e no FB.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Casa Cor 2011 - Suíte Ana Botafogo

Bailarin@s, não podia deixar de registrar aqui minha passagem - e surpresa! - de ontem pela Casa Cor 2011.

Entre tantas coisas lindas que vimos e a mostra Casa Talento, onde meu amigo Gabriel Gombossy estava expondo, passei pelas suítes do Casa Hotel e fiquei passada com a da Ana Botafogo, assinada por Allan Malouf.

Num cantinho, e uma túnica e uma sapatilha da própria Ana (óbvio que fui mexer e vi que era uma Freed), bem gastinhos até (mais legal ainda).

Detalhes técnicos: o estilo é europeu, as paredes foram forradas predominantemente em seda nas cores cru e verde pistache, combinando tons de laranja queimados e dourado escuro na cabeceira. No teto, uma pintura da artista francesa Nathalie Morhange. O piso é de madeira ecologicamente sustentável. O console que fica de frente para a cama foi garimpado em antiquários e pertenceu a Maria Callas (infos gentilmente cedidas pela internet, haha).

Alguns registros da visita:





quarta-feira, 15 de junho de 2011

Ballet Kirov no Theatro Municipal de São Paulo - agende-se!

23agoter21h – 24agoqua21h – 25agoqui21h
27agosáb20h – 28agodom17h

BALLET KIROV
O Lago dos Cisnes de PIOTR ILYITCH TCHAIKOVSKY
coreografia MARIUS PETIPA e LEV IVANOV
participação da ORQUESTRA SINFÔNICA MUNICIPAL
regência BORIS GRUSIN

26agosex21h
BALLET KIROV
Gala:
Chopiniana
música de FREDERIC CHOPIN. coreografia MICHEL FOKINE
Simple Things
ballet em um ato com música de ARVO PÄRT
coreografia de EMIL FASKI
Divertissement
música DANIEL AUBER
coreografia V. GVOVSKY

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Barriga chapada com ballet

Eu deveria ter publicado este post há muito mais tempo, mas confesso que hoje, mais do que nunca, ele é importantíssimo para mim. Estou estudando desde já como funcionam e trabalham nossos músculos da região do abdômen, pois sinto que 9 em cada 10 alunas têm dificuldade de trabalhar essa região do corpo - fora que tenho tentado também entender o que se passa com a minha própria anatomia durante a gravidez. Vou tentar ser bem didática, e juntos podemos pensar um pouco mais a respeito.

Segundo o blog Ácido Lático, “os músculos abdominais estão localizados entre as costelas e a pelve na parte anterior do corpo. Os quatro grupos de músculos abdominais se unem para cobrir os órgãos internos.

Eles oferecem suporte ao tronco, permitem movimento e mantêm os órgãos no local regulando a pressão abdominal interna. Eles também realizam uma função muito importante na maioria dos movimentos da coluna, como estabilizadores e motores.

Os quatro principais músculos abdominais são:

Transverso abdominal: é o músculo mais profundo. Sua principal função é estabilizar o tronco e manter a pressão abdominal interna;

Reto abdominal: está fixado entre as costelas e a pelve. Este músculo tem como característica as saliências que são normalmente denominadas como “os seis gomos”. A principal função do reto abdominal é mover a coluna, o gradil costal e a pelve;

Oblíquos externos: estão presentes de cada lado do reto abdominal. Os músculos oblíquos externos permitem que o tronco gire, mas para o lado oposto àquele músculo oblíquo externo que esta contraindo. Por exemplo, quando o oblíquo externo contrai o corpo gira para o lado esquerdo;

Oblíquos internos: estes músculos também estão presentes de cada lado do músculo reto abdominal, mas (como o seu nome diz) estão localizados abaixo dos músculos oblíquos externos. Eles operam de maneira oposta aos músculos oblíquos externos. Por exemplo, para girarmos o tronco para o lado esquerdo requer que o oblíquo interno do lado esquerdo e oblíquo interno do lado direito se contraia juntos.”

Dá pra entender melhor aqui:


E como tudo isso funciona no ballet?

Flávio Sampaio, em Ballet Essencial, explica:

"1) Para uma perfeita preensão abdominal, o bailarino precisa primeiro colocar para baixo as omoplatas, levantando o peito e contraindo levemente o músculo peitoral. Dessa forma, o músculo abdominal é alongado. Depois disso, e só depois, ele contrai as costelas como se quisesse trazê-las em direção ao umbigo, contraindo os músculos oblíquos do abdome.

2) O bailarino nunca deve fechar a parte de cima das costelas (próxima ao esterno), o que levaria ao desencaixe das omoplatas. Ele deve fechar a parte próxima às costelas flutuantes.

3) Atenção! São duas forças que se completam: primeiro colocam-se as omoplatas para baixo e só depois contrai-se o abdome, o que evita que o bailarino se projete para trás.

4) O bailarino precisa sentir que há um círculo de força se fechando ao redor de sua cintura, cerca de dois dedos acima do umbigo. Essa força é produzida pelo "transverso do abdome", um dos músculos que usamos para tossir.

5) Se impulsionarmos as omoplatas para baixo, fecharmos as costelas flutuantes como uma concha para baixo e tivermos o transverso do abdome dando essa sensação de um cordão apertando a cintura, teremos o músculo peitoral projetado para frente e, assim, o grande rombóide (que chamamos de asa) forte, apoiando o braço.

6) Por trás de todos esses encaixes, está o diafragma trabalhando normalmente, subindo e descendo e fazendo uma força de expansão pressionando a parede muscular, o que deixa os músculos abdominais bastante fortalecidos."

Considero o abdômen forte um dos pilares de sustentação do bailarino. Eu mesma tive que aprender a lidar com ele e com minhas costas durante anos, em que meus professores sempre notavam minha costela muito próxima da crista ilíaca. Eu fazia força, mas sem alongar. E quando comecei a pensar em tudo isso, vi um tanquinho aparecer e minha vida mudou (momento comercial da polishop, hahaha).

Bom, mas como tudo que é bom dura o tempo necessário para se tornar inesquecível (rá, tirei essa do caderninho de recordações do colégio), agora estou grávida, várias alunas também estão ou já estiveram e todo mundo se pergunta: o que acontece com nossa pancinha durante uma gravidez?

O nome da maldita é diástase e ela funciona mais ou menos como um zíper que se abre separando a barriga ao meio – e pode ou não acontecer a partir das 20 semanas de gestação.

Segundo a revista Crescer, a diástase “acomete cerca de 30% das mulheres no pós-parto. O termo médico significa que os músculos da parede do abdômen ficaram divididos ao meio, na vertical, a partir da linha do umbigo, depois da gravidez. Mulheres que não fazem exercícios físicos e, assim, não têm o abdômen trabalhado, desenvolvem mais chances de apresentar o problema. Contribuem também hormônios que, na gestação, provocam relaxamento muscular. O diagnóstico pode ser feito com clareza cerca de 45 dias depois da data do parto, com um ultrassom e a avaliação de um fisioterapeuta. Se o afastamento for menor que quatro centímetros, exercícios físicos para a região abdominal revertem a situação em até três meses. Se for maior, é necessária uma cirurgia para unir os lados. Não dá para prevenir a diástase, mas exercícios que fortaleçam a região, como pilates, podem reduzir as chances.”

Ou seja, os músculos da barriga realmente podem ficar abalados depois da gravidez. Conhecer o que existe por dentro ajudará você a saber como sua parede abdominal funciona.

A diástase é razoavelmente fácil de ser identificada alguns dias depois do parto – é possível senti-la apalpando a parede externa do abdômen. Ao fazer isso você vai sentir – ou não - como se um pequeno buraco separasse os dois lados da musculatura.

O bom é que alguns exercícios podem mesmo ajudar a melhorar o conjunto da obra. Eu acredito que o ballet seja fundamental nesse papel – principalmente para quem já praticava.

É que a dança não dá mole para uma barriguinha saliente.


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Ballet em casa

Bailarin@s, atendendo aos pedidos, consegui encontrar alguns vídeos de treinos que podem ser feitos em casa (como complemento da sua aula de ballet). Tem de tudo e vale a pena variar. Fora que o físico dos bailarinos me faz acreditar ainda mais que nenhuma academia traz esse resultado.

Sabe quando você tem um tempinho livre e pensa que poderia ocupá-lo com um pouco mais de dança? Então pegue o notebook e a sapatilha e se jogue no ballet!


Aquecendo com o New York City Ballet.


Delicinha de sequência!


Alongaaaaaaaaa!


Abdominal, porque ele é nosso centro de força.


Barra a terre. Com musiquinha das Fadas da Bela Adormecida para começar!


Plié. O "pai-nosso" da dança.


Vai um pouquinho de equilíbrio aí?


Pernas pra cima!


E pra suar um pouco...


Da coacher da Natalie Portman, para você também virar cisne, haha.

Não esqueça:
- manter costas e abdômem fortes, firmes, contraídos
- lembre-se da bacia (aproximar ísquios, fazer o giro da bacia, corrigir lordose)
- transferência de peso (nos tendus e passos de transição)
- en dehors e en dedans bem demarcados
- não economize na meia-ponta
- calcanhares para a frente
- sententar arco do pé
- não deixar cotovelos caídos na segunda posição de braços
- alongue-se
- pescoço comprido
- faça tudo com carinho, cuide do seu corpo
- seja feliz dançando

terça-feira, 17 de maio de 2011

Posters

Fotos, pinturas, gravuras e esculturas de ballet são encantadores. Nada como eternizar um passo de dança. E olha que são poucos que conseguem fazer isso. O maior representante nas artes plásticas sempre foi e para mim vai continuar sendo Degas, tão famoso quanto suas bailarinas.
Eu adoro o impressionismo, acho incrível que alguém tenha conseguido transformar borrões em imagens perfeitas, perfeitas com o distanciamento do olhar.
Foi por isso que minha primeira escolha para decorar o lugar mais importante da casa no momento tenha sido alguma coisa de Degas. O fato é que já tenho uma gravura no meu quarto daqui e um pôster enorme na casa dos meus pais. E o ambiente estava pedindo coisas mais leves.
Virando a internet do avesso, descobri no Vintage Posters o meu lugar. E seria uma sacanagem não compartilhar aqui com vocês o que achei.
Prontas para surtar? Depois me contem de qual gostaram mais. E eu conto quais escolhi! ;)


Cartazes








Baby




Fanny Cerrito




E muitos Degas!





sexta-feira, 13 de maio de 2011

FAQ

Bailarin@s,
continuo recebendo vários pedidos de dicas (ebaaaaa) e hoje a maioria deles é sobre ballet para adultos iniciantes. Modéstia à parte, minha especialidade, hahaha.
É que eu só dei aula para baby class e para adultos (poucas vezes para teens) e confesso que não tenho muito jeito com os pequenos (isso mudará em breve, pressinto). Gosto de quem entende da parte técnica da coisa, gosto de explicar como funcionam os encaixes do corpo e acredito muito no potencial de cada um aprender a dançar, não importa quando e onde.
Enfim, vamos tentar tirar todas as dúvidas de quem me procurou e também as das minhas alunas e ex-alunas com quem sempre mantenho contato.

1 - Já fiz ballet quando pequena, será que consigo voltar?
Sim. Se você já dançou alguma vez na vida, seu corpo vai buscar lá no passado a memória de que precisa para os movimentos voltarem a ser naturais. É mais ou menos como brincar com um bambolê. No começo, você não vai saber exatamente como fazer, terá que reativar alguns pontos do corpo que ficaram esquecidos, mas depois pega o jeito rapidinho, como se nunca tivesse parado de fazer aquilo.

2 - Nunca fiz ballet na vida. Posso começar agora?
Sim. A dança não foi feita para crianças. O ballet foi criado por adultos e para adultos. Como em muitas outras atividades, logo descobriu-se que as crianças poderiam aprender a dançar e isso traria muita facilidade no futuro. Mas eu conheço crianças que nunca serão bailarinas e adultos que parecem nunca ter feito outra coisa na vida. Tudo depende da sua dedicação, do quanto você prioriza seu ballet, de quanto espaço ele tem na sua vida e qual a relação você estabelece com ele. Pode ser um hobby. Pode entrar no lugar da academia. Pode ser terapia. Pode ser seu objetivo de vida. Tudo vai depender muito de você e do que seu corpo vai poder dar em troca (falarei mais disso daqui a pouco).

3 - Não tenho jeito nenhum para a dança, será que vou conseguir aprender?
Sim. Claro que vai. O importante é não desistir. Pense consigo mesmo: gosto do ballet? Se sim, encare que vai precisar de tempo e dedicação para transformar o que seu professor diz em algo orgânico. Estude, estude, estude. Mas não fique só na teoria. Pratique, pratique, pratique. Mas não fique só na prática. E, gostando da dança, fique com ela. Quem não desiste aprende.

4 - Não tenho físico de bailarina. Vou conseguir mudar isso?
Sim. A dança é uma arte atlética. Fazendo ballet duas vezes por semana muito provavelmente você sentirá a diferença em alguns meses. O ballet reorganiza o corpo. Coloca as costas no lugar. Se começar a pensar como uma bailarina (saudável), você começará a comer melhor, dormir melhor, ter menos ansiedade. Irá arrumar a postura. Se puder fazer mais aulas, melhor! Eu acredito que para quem realmente queira dançar em palco o ideal é tentar fazer uma aula por dia, intercalando ballet, alongamento, pilates e/ou yôga.
Sobre ser ou não ser bailarina: já falei aqui do que penso sobre os tipos de físico e o que eles podem te dar como resposta. Existe espaço para todos na dança. Mas obviamente alguns padrões estão muito estabelecidos em grandes companhias. Acontece que não existem só grandes companhias. Existem pequenas. Existem escolas de bairro. Existe o corpo de baile. Converse com seu professor sobre seu potencial. Encare sua realidade física e seja feliz!

5 - Eu me esforço muito e não consigo ver nenhum progresso. Isso vai mudar?
Sim. Se você já faz ballet há mais de um ano, é normal que seus músculos entrem em uma "zona de conforto". Para progredir, é preciso desafiar-se. Tente uma aula de nível mais avançado. Se estiver muito difícil para você, peça reforço. Um dos momentos em que meu corpo mais progrediu na vida foi quando tive aulas particulares. Nem foi por opção, mas ter um "coacher" olhando tudo o que você faz, nos mínimos detalhes, ajuda demais.

6 - Posso fazer alguma coisa para aprender mais rápido?
Sim. Aula de barra a terre, ler sobre a técnica, assistir muitos ballets, ir a festivais. A dança se monta na sua cabeça e no seu corpo. Se você não sabe o que é um arabesque, não lembra dos nomes dos passos, qualquer dicionário dos termos da dança pode ajudar. Se não faz ideia do que é uma variação de repertório, melhor começar a saber. Conhecimento, ainda mais hoje, é artigo de primeira necessidade, em qualquer área. Assista aulas mais avançadas que a sua. Repare no que as bailarinas mais experientes fazem em determinados passos. Não há mal nenhum em copiá-las. A dança se aprende por repetição. Respeite muito quem sabe mais que você. Trate a dança com carinho.

7 - Não tenho o alongamento que gostaria. Posso dançar?
Sim. Eu também não tenho o alongamento que gostaria. Acho que só a Zakharova tem. Mas a dança não é feita só de pernas altas, giros triplos e saltos que desafiam a gravidade. Se você conseguir fazer um pouco de cada coisa, estará fazendo o todo. E em alguma coisa será melhor. É assim com todo mundo (menos com a Zakharova, hahaha). O fato é que existem pessoas mais elásticas que outras. Dá pra mudar isso? Sim. É preciso um trabalho de alongamento mais intenso. É dolorido, eu sei. Mas qualquer coisa que se ganhe já é muito. Aconselho procurar aulas de alongamento para bailarinos ou yôga (eu fiz a modalidade Swásthya, que é bem física). Mas deixe claro para o professor que seu objetivo é complementar o trabalho na dança. Se vai resolver? Depende dos seus ligamentos. Mas posso garantir que vai melhorar. Mais uma vez: não desista.

8 - Posso fazer exercícios em casa para ajudar?
Sim. Para melhorar o alongamento, recomendo a Deuserband, uma tira de elástico que fez maravilhas comigo. Faço três tipos de exercício com ele, prometo fazer um post ilustrado se alguém se interessar (comentem aí).
Para o cou-de-pied, vale investir na Chinerina. Já falei desses produtos aqui, são ótimos investimentos.
Para aprender mais e mais: livros, vídeos e muito material extra podem ajudar. Veja aqui e aqui.
Repertórios, música, acervo: aqui, aqui e aqui.
Quem me dera tivesse tudo tão à mão assim quando eu estava começando a aprender!

9 - É possível conciliar a dança com o trabalho? E com filhos, maridos e casa?
Sim. Eu trabalho em uma das maiores agências de propaganda do Brasil. Não tenho horário para sair em muitos dias. Tenho casa, namorido, cachorro, gato, estou grávida e minha família mora em outra cidade (ou seja, não tem mãe pra me socorrer quando acabar o açúcar lá em casa). Realmente eu não sei como dá certo, mas dá. Claro que em muitos dias não dá. Mas eu aproveito cada brecha na agenda para dançar. Como? Colocando meu ballet como minha prioridade. Pode parecer frio da minha parte, mas quem me conhece sabe o bem que ele me faz. Me faz melhor nos outros setores da vida, me deixa viva e inteira. Eu sei que nasci para dançar, do jeito que eu posso, quando eu posso (e não me culpo quando não posso, porque tenho um Plano B). No momento que estou vivendo, e muitas amigas e alunas estão na mesma situação, a dança está só me esperando voltar.

10 - Posso desistir?
Sim. Se você leu até aqui, talvez tenha reparado que todas as minhas respostas são sim. Na dança você pode tudo. Pode dar um tempo, pode recomeçar, pode fazer carreira, pode nem gostar. Mas não terá tido uma das melhores sensações da sua vida, que é rezar com o corpo, é falar com ele e ver o quanto não fomos criados em vão.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Martha Graham no Google doodle


No 117º aniversário de Martha Graham, o Google faz justa homenagem à mãe da dança moderna.
Meu amigo e bailarino Aguinaldo Souza disse que reconheceu Lamentation, Cave of The Heart e Appalachian na animação.
Bravo, Google!


terça-feira, 10 de maio de 2011

Escapadinha

Bailarin@s,
dei uma sumidinha por uns dias, pois acabo de fazer uma viagem a Nova York. Dessa vez não estava relacionada ao ballet (já fiz curso no Joffrey e no American Ballet Theater anteriormente), mas precisava de uns dias para descansar e organizar minha vida pré-maternidade.
Foi incrível como sempre, pois amo a cidade e me viro bem em suas ruas.
Durante minha escapadinha, recebi vários e-mails, mensagens e comentários muito legais de quem aparece por aqui. Vou responder alguns e agradeço a visita de todos! É tão bom saber que uma coisa que você faz com carinho e por amor traz todo esse resultado! Podem continuar me escrevendo, deixando comentários, que prometo responder cada um e pensar em posts legais para tudo que me sugerirem, ok? Ah, não deixem também de me seguir no Twitter (@anayazlle)!!!

Vamos aos comentários:

1- Obrigada por todos os comentários e elogios que recebi pelo post da Zazou. Até hoje tem gente vindo falar comigo sobre fotos de bailarinas grávidas. Inclusive uma amigona minha de infância achou o site da loja e nem se ligou que o texto era meu! Mundinho pequeno... Não viu ainda? Corre lá que tem outro post, com mais produção!

2- Várias pessoas ainda me perguntam sobre a escolha da melhor sapatilha de ponta. Tem posts explicando o que penso das marcas e minha experiência com cada uma das que já usei. Dá uma olha aqui e aqui!

Acabei complementando a resposta à leitora Roseli, e espero que ajude mais alguém:

Bom, sobre sapatilha de ponta, o que eu falo no blog é exatamente o que eu penso.
Usei anos e anos a Capezio nacional, e gostava dela. É uma sapatilha boa para o início do aprendizado, depois acho necessário partir para marcas importadas.
O correto é experimentar o modelo, sim. As atendentes das lojas onde você for comprar sua ponta devem ter um modelo para testar sem medo. Quando você quiser investir em algo de melhor qualidade, sugiro fazer um fitting na Elza Prado, na loja Evoluttion Pirouette, em SP.
Eu uso a Gaynor atualmente e ela é extremamente confortável. Só tem um problema: depois dela, é praticamente impossível usar outra ponta. E ela não valoriza muito o pé também. Acho que o correto é:

- usar pontas nacionais
- usar pontas importadas mais tradicionais (Chacot, Freed, Bloch)
- usar a Gaynor (somente quando a bailarina já tentou de tudo)

Para não machucar, o segredo está nas ponteiras. Eu só uso a de silicone fina (rosa), comprada na Evoluttion Pirouette também. Não gosto da grossa (azul) e de nenhuma nacional.

Mas tem uma coisa: toda bailarina acaba se machucando. Faz parte. São os ossos do ofício!

3- A bailarina Juliane Magalhães, de Bragança Paulista, me procurou em função de um post sobre os métodos de ballet clássico (para lembrar, aqui está ele). Quando eu decidi escrever sobre os tipos de escola e suas raízes e diferenças, tive que fazer uma bela pesquisa na net. Fiquei doida, mas achei muita coisa em um estudo da Eliana Caminada, a quem atribuo boa parte dos créditos. O fato é que todo mundo quer (eu, a Juliana e muito mais gente) um livro chamado "Princípios do Ballet Clássico", de Agripina Vaganova. Ela é a grande organizadora da metodologia russa. Já vi esse livro, mas não tenho nenhum exemplar! Quem sabe onde podemos encontrar?

4 - Cecília, Mari e quem mais quiser: podem deixar sempre comentários aqui no blog sobre suas dúvidas, dificuldades e sugestões de posts sobre o aprendizado do ballet. Eu simplesmente amo a dança e vou ficar muito feliz de criar textos que sejam realmente úteis para a jornada de cada um. Ah, e de novo, podem me seguir no Twitter (embora lá eu não fique somente no assunto dança, ok?): @anayazlle.

Bom, so far, so good. Estou aos poucos tentando responder cada um! Em breve posts fresquinhos, com a colaboração de tanta gente bacana me ajudando...

Beijo, beijo!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Clipping

Saiu o post no blog da Zazou!
É muito legal ver nosso trabalho (nem foi trabalho, tá?) sendo reconhecido.
Clique aqui. E digam o que acharam. Quem mais vai adotar looks da bailarina nas ruas?

New Order




Dá uma olhada no que vi hoje na New Order.
Quero tudo!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Ballet inspired - Tarde na Zazou


Quem me segue no Twitter (aliás, segue aí: @anayazlle) já estava sabendo que no sábado fui à Zazou para criar alguns looks inspirados no mundo do ballet para uma matéria aqui do blog.

Como sou bailarina e estou grávida (acabo de entrar no sexto mês!!!), o Luiz me achou aqui no Plano B e eu comprei o desafio de encontrar peças que remetessem ao romantismo e ao mundo da dança. Não posso dizer que foi um desafio, porque a tarde foi muito bacana e o trabalho fluiu facilmente, com tanta coisa linda que vi nas araras. Difícil mesmo foi escolher quais dos milhares de modelos traduziriam a atmosfera que eu queria criar.

Contei com a ajuda da fotógrafa Lidi Lopez (gentem, dêem uma olhada no site dela aqui) e da Jéssica e escolhi pecinhas mais que especiais para quem quiser aproveitar o embalo do filme Black Swan, sendo bailarina ou não.

Rosa, salmão, cinza, preto e branco compõem a cartela de cores obrigatória do ballet, especialmente para a prática diária. Assim como as saias, babados, rendas e acessórios que, acreditem, fazem a bailarina ficar charmosa mesmo durante os pliés.



Escolhi um vestido de malha preto que é uma coisa de lindo, até para quem não está grávida (aliás, meninas, qualquer roupa da Zazou pode ser usada por gestantes e não gestantes, em qualquer fase e com qualquer tamanho de barriga – não é o máximo?) e o toque ficou por conta do cachecol fresquinho de meia-estação, à la Isadora Duncan mesmo.


Outra coisa que conta muito: conforto. Grávidas podem pegar a legging emprestada do guarda-roupa de treino e abusar. A blusinha branca já vem com uma sobreposição com renda totalmente cisne branco, não é?


Agora... quem lembra daquele vestido que Natalie Portman usou no Globo de Ouro?

Um dos mais bonitos da Zazou tem a mesma cor e detalhes mais legais. Fora que é um comprimento chique, é clean, é fino, é confortável... Merece o Oscar!


E, como não podia deixar de ter um grand finale, como todo ballet clássico, algo dramático, forte, sexy, para arrancar aplausos mesmo: um look Black Swan total. A blusa tem os ombros destacados e um bordado de vidrilhos acobreados. A saia é bandage – acreditem, tem para grávidas – e o casaco é um dos muitos modelos da coleção inverno (quentinho, quentinho).


Gostei tanto de tudo que queria até aproveitar mais meu barrigão com esse tipo de roupa. Olha só, eu falava pra todo mundo que não queria nem comprar roupa de grávida, que não gostava de nada e estava usando roupa normal mesmo para não parecer uma mamãe antes da hora, sabe? Mas é vivendo e conhecendo coisas novas que a gente muda de opinião. E rapidinho. Do mesmo jeito que dá pra engravidar e continuar dançando, dá para ser uma grávida e estar na moda. Mais do que isso, dá para continuar tendo seu estilo, sua marca, sua assinatura. Essa é a minha e espero que tenham gostado.

PSs: mais peças dignas de bailarinas abaixo. Não falei que tinha muita coisa pra mostrar?

A Zazou fica na Rua Prof. Atílio Innocenti, 952, na Vila Olímpia, em São Paulo. No site vocês podem encontrar outros endereços: zazou.com.br

Ah, e antes que perguntem, este não é um post patrocinado!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Job dos sonhos

Passei o sábado na Zazou escolhendo roupas muito legais que tivessem conexão com a dança. Em breve um post com todos os detalhes!


Fotos by Lidi Lopez

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Primeiro presente meu para Helena


Contando Histórias de Balé é um livro que contém 10 das mais importantes histórias dos grandes balés de repertório.

Vem acompanhado por dois Cds (vol. 01 e vol. 02) com a narração dessas histórias de forma lúdica.

As trilhas sonoras dos respectivos balés são mixadas à narração, trazendo assim, ao ouvinte, o cenário emocional que está sendo descrito.

As histórias são: Copélia, A Bela Adormecida, Giselle, O Quebra-Nozes, La Fille Mal Gardée, O Lago dos Cisnes, O Corsário, Dom Quixote, A Sílfide e O Pássaro de Fogo.


Não é perfeito para mãe bailarina? Vi no blog da Carol Lancelloti e tem aqui.

Dia D

Olha aí uma dica para quem quiser experimentar várias aulas por um precinho amigo!
No Dia da Dança, a Pulsarte tem um evento bem legal com todo tipo de aula por apenas R$ 10,00.
Já fui no ano passado e estou me coçando para fazer a aula de clássico (a sala de lá é linda), mas acho que meu barrigão não me permite este ano.
Estou fazendo aula (lógico, né?) com a Shimizu, na Danz'Arte, mas estou mais acostumada com ela e posso alterar alguns movimentos que não me deixam muito segura por causa do baby.
Fica a dica para quem quiser ir e depois vir me contar como foi, tá?
;)

terça-feira, 5 de abril de 2011

Repetto

E já que o assunto é moda, este blog deve ser o último a comentar da matéria que a Globo News fez com a fábrica de sapatilhas Repetto. Várias outras amigas blogueiras comentaram também no Twitter, mas, como eu já havia visto a virada da Repetto acontecer debaixo do meu nariz, não achei que seria novidade para ninguém. Mas lógico que é, né? E agora estou doida por uma sapatilha que não seja para o ballet... #comofaz?

Eu já usei sapatilha de ponta da marca e confesso que não foi minha preferida. O modelo que escolhi, comprado na loja da Elza Prado, era muito mole e barulhento. Perdi em 15 dias aquela preciosidade de um cetim rosa tão lindo quanto o da foto.

O fato é que a Repetto me convenceu novamente e agora quero aquele outro par de sapatilhas da marca: o que veste todo tipo de mulher.

A matéria (se é que você ainda não viu) está aqui.

PS: em tempo, a pronúncia correta do nome da marca é Repetô, bem francesinha, ok? A repórter abrasileirou um pouco e achei bizarro.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Gravidez e ballet

Bailarin@as,
a Zazou, uma marca de roupas muito legal para grávidas, me convidou para escrever um post sobre gravidez e ballet para seu blog.
Ficou muito legal, principalmente porque foi uma excelente oportunidade de divulgar um pouco mais da possibilidade de continuar dançando na gravidez.
Vão já dar uma olhada , hehehe.
E aguardem que terei novidades fresquinhas em breve!
Beijinhos.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Moda gestante

Estava aqui procurando roupas de ballet para grávidas quando encontrei essa matéria.
Fiquei aliviada ao ver mais pessoas na minha condição. Dançar e carregar um bebê, com muitos cuidados, obviamente, é totalmente possível!

Três bailarinas grávida do Ballet Nacional dão dicas a pequenos bailarinos em formação e mostram as tendências da primavera para gestantes no ilustre Currie Hall, o local de fundação do National Ballet School.

O original está aqui.



terça-feira, 15 de março de 2011

Marius Petipa

Recebi o texto abaixo por e-mail (não sei de quem é, sorry) e achei interessante dividir aqui um pouco sobre o maior coreógrafo de ballet de todos os tempos.
Marius Petipa sempre foi meu preferido, seus ballets, para mim, são os mais emocionantes, ainda que muita coisa nova e bela tenha sido criada depois.
Aproveitem para conhecer melhor o pai de O Lago do Cisne, A Bela Adormecida e tantos outros ballets que povoam nossos sonhos e nossas vidas.


Em 11/3/1818 nascia Marius Petipa, na cidade de Marselha. Filho de um bailarino, coreógrafo e professor, Jean Antoine Petipa, que incentivou sua carreira e a de seu irmão, Lucien, Petipa começou seus estudos na dança aos 7 anos e ainda menino participou de La Dansomanie de Pierre Gardel numa produção de seu pai, em 1831, no Theatre de la Monnaie, em Bruxelas, na Bélgica, embora no começo não gostasse do ballet.

Com a guerra, sua família se mudou para Bordeaux, onde seu pai se tornou mestre de ballet do Ballet du Grand Théâtre e Petipa completou seus estudos no ballet com Auguste Vestris. Aos 20 anos mudou-se para Nantes, onde se tornou primeiro-bailarino, em 1838. Nessa cidade Petipa criou seus primeiros divertissements.

No ano seguinte participou, com seu pai e outros bailarinos, de uma turnê pelos Estados Unidos. Depois dessa turnê, que foi um fracasso, foi para Paris onde estreou com bailarino ao lado de Carlotta Grisi.

Em 1941 aceitou o cargo de primeiro bailarino na cidade de Bordeaux, onde prosseguiu seus estudos com Auguste Vestris e dançou Giselle, La Fille Mal Gardée e La Péri, tendo novamente sido partner de Carlotta Grisi.

Nessa cidade, Petipa montou seus primeiros trabalhos, como La Jolie Bordelaise, La Vendange, L’Intrigue Amoureuse e Le Langage des Fleurs, porém seu empresário em Bordeaux faliu e ele foi trabalhar em Madrid no Teatro do Rei.

Lá estudou dança espanhola, permaneceu por 4 anos como bailarino e coreografou os trabalhos Carmen et son Toréro, La Perle de Séville, L’Aventure d’une Fille de Madrid, La Fleur de Grenade, and Départ pour la Course des Taureaux, todos com forte influência da dança espanhola.

No entanto, se envolveu amorosamente com a esposa de um marquês, que o desafiou para um duelo, levando-o a fugir e chegar, em 1847, a São Petersburgo. Lá ele substituiu Emile Gredlu como primeiro-bailarino.

Para sua estreia, ajudou a montar Paquita, gozando de muito sucesso. No ano seguinte, seu pai se juntou a ele no teatro imperial e montaram Le Diable Amoreux, estreado com o título de Satanella. Por essa duas montagens Petipa foi reconhecido como tendo elevado novamente a companhia do teatro imperial ao seu nível de esplendor, que estava em baixa desde a partida de Marie Taglioni em 1942.

Em 1949 apresentou seu primeiro ballet completo, chamado Leda, e montou alguns outros trabalhos, porém se envolveu cada vez mais com seu trabalho como bailarino, o que não deixava tempo para trabalhar em coreografias.

No mesmo ano Jules Perrot chegou à Rússia e se tornou mestre de ballet sob a proteção de Fanny Elssler. Petipa então desenvolveu cada vez mais seu talento para criar pequenos ballets, trabalhando em A Regency Marriage (1858), The Parisian Market (1859) and The Blue Dahlia (1860), todos dançados por sua esposa, Maria Sergeyevna Surovshchikova.

Somente em 1855 Petipa voltou a apresentar um ballet seu com música de Cesare Pugni chamado The Star of Granad.

Em 1858 Jules Perrot deixou a Rússia, e Petipa, que já era professor da Escola Imperial de Ballet, esperava assumir o posto de mestre de ballet, mas ao invés disso, o coreógrafo francês Arthur Saint-León foi contratado.

Porém Petipa foi nomeado segundo mestre de ballet após o grande sucesso de A Filha do Faraó, que ele criou em apenas seis semanas, com música de Pugni, para a despedida dos palcos da prima ballerina Carolina Rosati e que teve sua estreia em 1962.

Os temas exóticos estavam em alta na época e o fascinante cenário egípcio combinado ao requinte e opulência da produção, com duração de mais de 4 horas, tornaram A Filha do Faraó o ballet favorito durante muitos anos.

Durante esse período havia um grande clima de rivalidade entre Petipa e Saint-León, o que serviu para enriquecer o repertório do ballet russo, já que o sucesso do ballet de um era seguido pelo sucesso do ballet do outro que desejava superar-lhe.

Finalmente, em 1869, o contrato de Saint-León estava por expirar e, como seus dois últimos ballets haviam fracassado, não foi renovado. Em 1870 Petipa foi elevado a primeiro mestre de ballet.

Durante o tempo em que exerceu o cargo Petipa redefiniu a forma de criar ballets em São Petersburgo, criando longas peças que valorizavam a dança em sua forma mais pura.
Em 1877 estreou La Bayadère, que com seu reino das sombras foi um ponto de transição entre o ballet romântico e o ballet clássico.

Além de criar seus próprios ballet, Petipa foi responsável por reviver ballets como Paquita, Le Corsaire, Giselle, Coppelia, La Fille mal Gardée e La Esmeralda.

Na década de 1880, com o Ballet Imperial transferido do Teatro Bolshoi de Kamenny para o Teatro Mariinsky, a Rússia conheceu o que se chama de “era dourada”, pois altos investimentos eram feitos pelo tsar e o público era exigente e muito conhecedor da arte que admirava, o que fazia com que Petipa estreasse ballets em cada temporada e que procurasse manter o mais alto nível de perfeição em suas obras.

Foi nessa era que A Bela Adormecida, considerada a obra-prima da coreografia de Petipa, estreou, em 1890.

Nessa mesma época uma mudança estava acontecendo nas técnicas dos bailarinos, que agora eram tão virtuosos quanto as bailarinas, propiciando um ótimo complemento para a coreografia de Petipa.

Em 1893 a legendária Pierina Legnani estreou o ballet Cinderella, onde executou seus fenomenais 32 fouettés. Com esse feito, além de se tornar prima ballerina assoluta, Legnani virou uma favorita de Petipa, a quem deu o papel principal de quase todos os ballets que criou a partir desse ano.

Em 1895 foi dela o papel principal em O Lago dos Cisnes, o ballet mais popular até hoje, considerado prova de fogo para a bailarina e o corpo de baile, onde repetiu sua façanha. Em 1900 o mundo conheceu sua última obra-prima: Harlequinade.

Em 1901 um novo diretor foi nomeado para o cargo de diretor do Teatro Imperial, o que causou problemas a Petipa, pois o novo diretor, Vladimir Telyakovsky, não gostava de seu trabalho, já que pensava que sob Petipa o ballet havia estagnado e que já era hora de mestres de ballet jovens tomarem seu lugar.

Aliados a essas desavenças havia coreógrafos montando modificações de seus ballets sem sua permissão, sem contar que nessa época ele sofria de uma doença dermatológica, que lhe causava dores. Tudo isso somado a uma mudança pela qual a dança clássica passava na virada do século 20 causou o retiro de Petipa.

Em 1903, ele estreou O Espelho Mágico, que contava a estória de Branca de Neve, e embora sua coreografia tenha sido reconhecida como excelente, a produção foi vista como esquisita e logo Telyakovsky anunciou que Alexander Gorky, que ele já havia contratado para montar uma versão de D. Quixote modificada, substituiria Petipa como mestre de ballet.

Como não podia simplesmente tirar Petipa do cargo, o diretor começou a sabotá-lo, fazendo de tudo para tirar seu poder sobre as montagens, a escolha dos repertórios e dos bailarinos, chegando mesmo a convocar uma reunião com pessoas influentes do Império, embora, para seu desgosto, essas mesmas pessoas tenham nomeado Petipa presidente do conselho.

Com 84 anos, doente e enfrentando um diretor desumano, Petipa ainda trabalhava, treinava bailarinos e criava variações para eles. Nessa época criou uma variação dançada pela prima ballerina Anna Pavlova: Grand Pas Classique. Nessa época também criou o Pas de Deux de Diana e Acteon.

Em 1904 seu último ballet, O Romance entre o Botão de Rosa e a Borboleta, teve estreia cancelada por Telyakovsky duas semanas antes, o que fez com que Petipa passasse a mal aparecer no teatro e na escola de ballet.

O ministro do Império, o barão Frederick, lhe deu o título de mestre de ballet vitalício e uma pensão anual de 9.000 rublos.

Em 1907 abandonou São Petersburgo para viver em Crimea, que teria um ar melhor para sua saúde.

Em 1910 Petipa morreu, com 92 anos. Em seu lugar não ficou Gorsky, mas sim Mikhail Fokine.

Em seu diário Petipa escreveu: “Posso dizer que criei uma companhia de ballet da qual se pode dizer ‘São Petersburgo tem o maior o ballet de toda a Europa’”.
Todos que têm ou tiveram o privilégio de conhecer seu trabalho concordam.