sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Projetos

Uma das coisas mais surpreendentes no mundo da dança é observar o quanto ela é - e em alguns casos não é - importante na vida das pessoas.
Nesses meses trabalhando como diretora artística da Bravo!, tenho visto de tudo.
Sério mesmo. Desde gente que encara a dança como uma atividade física prazerora e ponto até aqueles que sofrem por causa do ballet.
Sofrem de chorar mesmo, porque não têm o físico que queriam, porque a perna não sobe, porque não gostam do que veem no espelho.
Tem os que não ligam para nada disso, e dançam conforme sua música interior.
Tem os que vêm meio que sem saber por que.
E tem os que vêm com brilho nos olhos. São justamente esses que fazem brilhar os meus também. Não reparo no pé, na perna, nada disso. Apenas vejo que a dança para eles têm a mesma importância que dou. São aqueles que fazem a aula com alma. E eu tenho tido a sorte de encontrar pessoas assim na escola.

Estava agorinha mesmo conversando com nossa professora de contemporâneo, uma pessoa incrível e talentosa (ela merece um post aqui qualquer dia desses). Ela é toda forte, pois, além de bailarina, é artista circense (nada menos do que do Cirque du Solei). Mas concordamos numa coisa: a dança está muito além dos músculos. É por isso que tem tanta gente linda sem alma e é por isso que quem tem brilho nos olhos merece dançar. Quando você projeta no seu corpo aquilo que tem na alma, há sempre uma evolução muito grande.

A dança começa dentro. É isso.

Beijos a todos.