quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Guia de compra: meia-ponta, collants e acessórios

Como meus posts nascem geralmente das necessidades das minhas alunas e amigas, hoje vou falar sobre sapatilha de meia-ponta, collant e lojas de artigos de dança.

Por muitos anos, eu comprei collants, sapatilhas e acessórios nas lojas da Capézio e Só Dança da Rua Augusta. Da última vez que fui lá, não encontrei quase nada do que precisava, mais ainda
assim essas lojas são referência em artigos de dança, então vale a pena ligar e fazer uma visitinha. Fora que ficam perto da Galeria Ouro Fino, outro lugar ótimo para passear em São Paulo.
As sapatilhas de meia-ponta que eu mais gosto, das nacionais, são as da marca Só Dança, modelos SD 15, F 43 e F 44.

A SD 15 é lançamento e lembra um pouco a Sansha, minha preferida. Ela tem uma telinha na parte inferior, não sei exatamente qual o benefício disso na prática, mas fica linda no pé. A única coisa que eu não gosto dela é a altura do calcanhar, um pouco baixa para mim.







A F 43 foi minha preferida durante anos. Eu gosto de meia-ponta de couro porque ela é mais antiderrapante. E agarra no pé.







A F 44 é de lona, muito molinha e bacana também. Todos esses modelos são legais porque têm a sola bipartida. Depois de usá-los, fica difícil se acostumar com a sola inteira.






As sapatilhas Sansha são bem legais, e mais caras por serem importadas. Adoro o recorte em V do colo do pé. Dá para comprar em alguns sites de produtos de dança ou na loja Evolution Pirouette.




É nessa loja também que eu compro sapatilha de ponta (quando não peço diretamente da Gaynor NY) e acessórios muuuuuito legais para bailarinas, como a Chinerina e meu elástico Deuserband.










Os collants mais legais que eu tenho são de uma marca que nunca mais encontrei. Acho que a marca é Plié, mas não a da lingerie. Depois dele, meus preferidos são os da Ana Botafogo (Lolita Calliman) pelo tecido e os da Só Dança pela variedade de modelos. Mais uma vez, vale a pena pesquisar, experimentar. Os da Capezio também são bonitos, e geralmente mais baratos.








Ah, uma outra coisa que descobri e que é legal é que os bodies da marca Scala fazem muito bem as vezes de collant. E isso faz com que na aula ninguém tenha um modelito igual ao seu.








Em tempo: se você for a qualquer festival de dança, médio ou grande, reserve um dinheirinho extra para as compras de artigos de dança. É sempre onde vai mais valer a pena o investimento, dá pra pesquisar, comparar, experimentar!

Seguem alguns sites e endereços úteis. Boas compras, meninas!



Rua Augusta, 2.672
(11) 3064-7773





Nina Ballet Malhas & Figurinos
(11) 3982-7464 – ninaclaraballet@gmail.com

(11) 5083-0847

(11) 2950-4082

Loja 1: Rua Albion,364 - Lapa - Cep 05077-130 - São Paulo - SP | Tel.: (11) 3832-2328
Loja 2: Rua Albion, 202 - Lapa - Cep 05077-130 - São Paulo - SP | Tel.: (11) 3832-1082 

Rua João Cachoeira, 233 loja 2 - Itaim Bibi CEP:04535-010 São Paulo, Sp
Telefone: +55 11 3848-0303
email: sac@bailarina.com.br


quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Misha no Brasil

Maior nome vivo da dança, Mikhail Baryshnikov traz ao Brasil o espetáculo Três Solos e Um Dueto, com a consagrada bailarina espanhola Ana Laguna. Sucesso na Europa e nos EUA, a apresentação encanta público e crítica desde a sua estreia, em 2009, não apenas pela vitalidade dos bailarinos em cena, algo pouco visto em profissionais com mais de 50 anos.

Com coreografias de Mats Ek, Benjamin Millepied e Alexei Ratmansky, a turnê sul-americana de Três Solos e Um Dueto estreia no Brasil em São Paulo (19 e 20 de outubro, no Teatro Alfa) e segue por Porto Alegre (27 de outubro, no Teatro do SESI), Rio de Janeiro (29 e 31 de outubro, no Theatro Municipal), Brasília (4 de novembro, no Teatro Nacional Cláudio Santoro) e Manaus (14 e 15 de novembro, no Teatro Amazonas), além de passar por Buenos Aires (23 e 24 de outubro, no Teatro Coliseo) e Lima (9 e 10 de novembro, no Teatro Municipal). O espetáculo marca a volta de Baryshnikov ao Brasil após uma apresentação solo em 1998 e uma excursão com a companhia Hell’s Kitchen Dance, em 2007, quando abriu o 25º Festival de Dança de Joinville.

Em Três Solos e Um Dueto, Mikhail Baryshnikov e Ana Laguna brilham em um programa de quatro peças. O primeiro é Valse-Fantasie, com coreografia do russo Alexei Ratmansky, na qual Baryshnikov dança o tema do compositor Mikhail Glinka (1804-1857), considerado o pai da música erudita russa. A seguir Ana Laguna dança uma versão de Solo for Two, criada especialmente para ela pelo coreógrafo sueco Mats Ek, com quem é casada. O terceiro segmento traz uma nova versão do incensado número Years Later, em que Baryshnikov dança à frente de imagens de si mesmo jovem, em coreografia do francês Benjamin Millepied, o principal nome do New York City Ballet. No encerramento, os dois artistas voltam juntos ao palco em Place, peça de 22 minutos coreografada por Mats Ek, na qual Baryshnikov e Ana Laguna interagem, em movimentos harmoniosos, com uma mesa e um tapete, trazendo os elementos cenográficos ao centro da narrativa.

Preciso me falar que tô tendo um treco para ir assistir? E que, justo quando ele está no Brasil, eu não estou? Arrrrrgh!


terça-feira, 21 de setembro de 2010

Piruetas

Minha professora Toshie Kobayashi sempre falou: pirueta é treino. Eu acredito que seja isso mesmo. Para girar na ponta ou meia-ponta você precisa nascer e morrer girando. Acho que tem quem goste muito disso, se sinta bem com o mundo dando voltas, e aqueles que enjoam só de ver os vídeos como o que eu acabei de publicar no meu Facebook. Para quem não gosta muito do mundo rodando, treinar fica complicado e é um trabalho árduo.

Não sou, nem teria como com meu tipo de perna e pé, ser uma bailarina de giro. Ainda mais agora em que fazer quatro piruetas e girar 32 fouettés duplos não faz o menor sentido na minha vida. Mas lembro que houve um tempo em que eu girava mais e melhor (principalmente em pas-de-deux). E em alguns breves instantes isso parecia ser muito bom! Hoje fico bem feliz de fazer uma pirueta dupla controlada (acho mais bonito que girar muito). De vez em quando estou muito no eixo e a tripla acontece quase que naturalmente. E tenho procurado fazer os fouettés mudando de direção, para ir treinando o foco e a cabeça. Tudo na brincadeira, não esperem isso de mim no palco, hahaha!

Mas se quiserem se inspirar, vejam mais no meu Facebook (podem me adicionar, só deixem um recadinho, ok?).