segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Hand in Hand

Do UOL:



De tudo ficaram três coisas:

a certeza de que estamos sempre começando,
A certeza de que é preciso continuar,
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar.
Portanto devemos:
fazer da interrupção um caminho novo,
da queda um passo novo de dança,
do medo, uma escada,
do sonho, uma ponte e
da procura, um encontro.

Fernando Sabino (in: Encontro Marcado)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Bailarinos na avenida

Olha aí os bailarinos do Teatro Municipal do Rio de Janeiro levando o maior prêmio do carnaval do Brasil!



Rodrigo Negri e Priscilla Mota são bailarinos solistas do Teatro Municipal do Rio de Janeiro e coreógrafos do Grupo de Dança D.C. Dentre seus trabalhos, Rodrigo Negri criou os espetáculos “Uma noite com Cole Porter” e “Choros – Tributo a Pixinguinha” e atuou, entre outras, nas óperas “Rigoletto” e “Um Baile de Máscaras” e nas peças “La valse” e “Ela”. Foi bailarino Revelação no Festival de Dança de Joinville e o primeiro colocado no concurso de admissão para o Balé do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Priscilla Mota atuou nos balés “Giselle”, “Lago dos Cisnes”, “O Quebra-Nozes” e “A Bela Adormecida”, entre outros. Obteve diversos prêmios como melhor bailarina em concursos nacionais e internacionais. No Carnaval carioca, o casal foi assistente da Comissão de Frente da Tradição em 2005. Rodrigo trabalhou na Comissão do Salgueiro em 2006 e destacou-se ao coreografar a Comissão da Portela 2007, com a segunda melhor pontuação no quesito. Priscilla trabalhou nas Comissões da Tradição, em 2005, da Unidos da Tijuca, em 2006 e da Viradouro, em 2007. Em 2008, o casal assumiu a Comissão de Frente da Unidos da Tijuca.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A caráter

Breve histórico e importância das danças de demi-carácter nos ballets de repertório

por Denise Figueiredo

As danças de demi-carácter ou danças características são recursos expressivos do ballet que representam uma das formas da arte coreográfica. Presentes nos grandes ballets de repertório, apresentam metodologia própria de ensino, com terminologia técnica específica (nomenclatura) e estrutura de aula fundamentadas nos princípios da dança clássica acadêmica. Para tanto, percorreram um longo caminho.



Entre os séculos XVI e começo do século XIX, quando serviam de definição a uma dança-símbolo, popularizada nos intermezzos em representações de personagens da Comédia dell’Arte, se limitavam à reprodução de atitudes comportamentais, maneiras, gestos e movimentos específicos presentes em determinadas esferas socioculturais. Hoje, quando dizemos danças de caráter, nos referimos às danças populares de forma geral, e dessa forma, estamos presos ao conceito utilizado naquela época, quando a função cênica de tais danças era basicamente a de contextualizar na obra a época histórica na qual se desenrolava a ação, apresentar classes sociais e etnias dos personagens.

Desde o começo do século XIX, o interesse pelo estudo do folclore e seu emprego nas artes teatrais vai ganhando força na Europa e principalmente, na Rússia. No romantismo, nos espetáculos de Taglioni e Jules Perrot, a nova expressão - “dança de demi-carácter” - definia o recurso que “servia de contraposição do mundo das sílfides ao mundo real, subordinado às leis ditadas pela música orquestrada ou sinfônica e à linha estilística do espetáculo”.

No final do século XIX, os estudos sobre os princípios de execução dos passos das danças populares, e possibilidades estilísticas de seu uso no espetáculo (algumas vezes nas pontas), enriqueciam e marcavam a essência das montagens de Ivanov e Petipá.






No Lago dos Cisnes, Bela Adormecida, Paquita, Dom Quixote, La Bayadère e em inúmeras outras montagens, são as danças de demi-carácter que nos situam na ação.










O ballet Raymonda merece destaque. Sua montagem é considerada pelos críticos a melhor combinação e unidade estilística (plástica e musical) entre os elementos de demi-carácter e dança clássica acadêmica.

Como todo baile na corte tinha início com uma polonaise e fechamento com mazurca, e considerando que os convidados chegavam de terra distantes, principalmente da Hungria, Rússia, Espanha, Oriente, é indispensável na formação do bailarino, o conhecimento dos princípios de execução técnica dessas danças e compreensão das características mais marcantes nesses povos. Um húngaro não dança como um espanhol, que não dança como um polonês. Portanto, Raymonda, não dança como Paquita, que não dança como Swanilda. O trabalho de tronco, braços, intenções e diversas nuances expressivas são próprias da história de cada personagem.

A criação dos exercícios de dança de caráter cênico (mais um sinônimo para dança de demi-carácter) permitiu que nas montagens dos ballets, os coreógrafos pudessem explorar melhor os temas musicais. Como exemplo, temos A “Rapsódia Húngara” de Lizt.

Da mesma forma que na dança clássica uma grande referência é Vaganova, na dança de caráter, temos Andrey Lopukhov – solista no Ballet Kirov entre os anos de 1916 e 1945 (não confundir com Fiodor), que nos anos 30 em São Petersburgo, deu início à criação de um sistema de ensino.

Danças húngaras, polonesas, russas, orientais (bloco), ciganas e espanholas são obrigatórias na formação de qualquer artista de ballet na Rússia e seu aprendizado é paralelo ao da dança clássica. Não se dança repertório sem esses conhecimentos. Como nos dá prazer assistir a uma czarda bem dançada em Coppelia, não é mesmo?






No começo do século XX, com a criação de inúmeros ballets de caráter, Fokin inicia uma nova etapa na História da Dança. “O ballet antigo via a dança de caráter como elemento episódico nos divertissements. O novo ballet considera a dança de caráter como sendo o fundamento da expressão plástica, ao lado com a dança clássica”. Como a expressão artística está sempre subordinada ao espaço cênico, a estilização das danças populares, não só é permitida como necessária, desde que não comprometa a fidelidade coreográfica - tarefa difícil. Nesse sentido, Fokin foi um grande mestre. “Mais de 20 países foram representados em seus ballets. O folclore, era sua “grande inspiração coreográfica”. Príncipe Ígor, Danças Polovetsianas, Scheerazade e dezenas de outros ballets representam uma fonte de pesquisa de grande riqueza.

Para finalizar, é importante ilustrar os diversos usos da expressão dança de caráter, abordados neste artigo. Nesse sentido, cabe Petruschka, espetáculo onde temos o caráter, enquanto dança-símbolo (Baba-Iagá), enquanto dança popular (mujiques, por exemplo) e demi-carácter (russas e ciganas).

Denise Figueiredo é bailarina, professora e coreógrafa, formada pela Academia de belas Artes de São Petersburgo - Rússia

Consultas:
“Contra Corrente”. (Protiv Tetchenia) Mikhail Fokin. Ed. Iskustvo. Moscow-Leningrado.1945.
“Ballet Russo”. Enciclopédia. (Ruskii Balet. Entsiklopediia). Ed. Soglacie. Moscow. 1997.
www.conexaodanca.art.br

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Single Ladies

Conheça as bailarinas que acompanham a diva Beyoncé em sua turnê. E detalhe: são bailarinas de verdade!

Ebony Williams


Em um primeiro momento, é difícil acreditar que em algum lugar dentro de uma elegante bailarina treinada, formada pelo Boston Conservatory, vive a feroz super-sexy dançarina de "Single Ladies (Put a Ring on It)".
Ebony Williams sempre acreditou que seria artista. "Gostava de dançar por minha casa o tempo todo, pegando coreografias de vídeos da TV. Eu sabia que eu tinha que estar no palco", diz ela. Embora sua família não pudesse pagar aulas de dança, Ebony começou a aprender o básico de ballet e jazz com um vizinho. Então, quando estava na terceira série, foi aceita no Citydance Boston Ballet, um programa de bolsa de estudos de ballet para crianças da cidade. Dois anos depois, começou a treinar a sério no Boston Ballet School. "Meu estilo movimento natural é mais jazzy, mais funky, e comecei com o ballet porque as pessoas me disseram que eu era boa nisso".
Beyoncé e o mundo concordam.

Ashley Everett

A outra bailarina que acompanha a diva começou a ter aulas de clássico aos 2 anos de idade.
"Meus pais me colocaram no ballet e na ginástica, mas eu gostei".
Ashley estudou dança na cidade de Chico, e sempre praticou ballet e hip-hop.
Aos 10 anos de idade, mudou-se para Nova York, para aperfeiçoar seus estudos. Ashley é uma bailarina premiada, participou de várias competições de dança. "Quando estava aprendendo a competir, estava tecnicamente treinada, mas sempre fui uma combinação de balé e hip-hop. Eu gosto de ter a base clássica. "
Quando estava tendo aulas
na prestigiada Ailey School, conheceu o coreógrafo de Beyoncé. "Ele começou a falar comigo e achei que era uma pegadinha", disse Everett. "Então ele me pediu um currículo e um composite."
Beyoncé e sua equipe são conhecidos por contratar apenas bailarinos formados. Ponto para as singles ladies e para o ballet também!

Medo do dia

Eu acho o máximo as atrizes famosas dizerem que voltaram - ou começaram - a praticar ballet. Esse é um grande incentivo para todas as mulheres que querem se aventurar na dança clássica. Palmas para elas!

O que eu não acho nada bonito, porém, é ver fotos como esta. A menina é linda, mas o pé na sapatilha me faz chorar. Uma ponta que não está quebrada, não está esticada, não está nada.

É preciso ter muito cuidado, meninas. Ballet não tem idade, mas sempre é coisa séria.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Fitness balé

Britânica une balé e ginástica em uma aula para mulheres que nunca calçaram uma sapatilha

Chris Bertelli, iG São Paulo


Foto: Getty Images

Aula une balé a ginástica para entrar em forma

Já não é preciso graça nem tão pouco habilidade ou elasticidade para enfrentar uma aula de balé. Pelo menos, não na nova modalidade criada pela britânica Kirsty Pellant, que ganhou o nome de fitness balé. A novidade surgiu da vontade de unir duas paixões – a dança e a ginástica – em uma aula divertida, fácil e acessível a todos.

“Senti que estava faltando alguma coisa desse tipo na indústria da ginástica. Algo que relacionasse manter a forma aos passos de balé, mas sem deixar a diversão de lado” afirmou Kirsty ao Delas. A mistura une movimentos básicos da dança clássica a uma trilha sonora, digamos, mais acelerada. As aulas não são tão sisudas como no balé tradicional e não há a exigência de um comprometimento, como no caso de quem quer se tornar profissional.

A procura do público foi tão grande, que a professora de educação física e bailarina está trabalhando 16 horas seguidas por dia e já lançou um DVD no qual ensina como dar aulas dessa nova modalidade. A técnica vem se disseminando pela Europa e também pelos Estados Unidos. A bailarina norte-americana Elise Gulan, do Virginia Ballet, também gravou um DVD com exercícios baseados nos movimentos da dança.

Assista a uma aula de fitness balé




Benefícios

Segundo Kirsty, o fitness balé não exige elasticidade ou ótima coordenação motora. Ao contrário, a ideia é ganhar essas duas habilidades, além de, é claro, ficar em forma. “O objetivo é alcançar um corpo magro, longilíneo e tonificado, mas não musculoso como o que se vê nas academias”, relata. A graça e a delicadeza necessárias para a realização de alguns movimentos escondem a dificuldade, a força e o enorme trabalho aeróbico do treino. A professora ressalta ainda que a prática ajuda na melhora da postura.

Versões brasileiras

Por enquanto, a modalidade ainda não chegou ao País, mas diversas academias oferecem aulas de axé, street dance, Body Jam, entre outras que misturam dança e exercícios físicos e podem trazer benefícios semelhantes aos do fitness balé. “O Body Jam também é uma aula acessível a qualquer pessoa, de qualquer idade, a diferença é que há uma mistura de ritmos. Nós trabalhamos com música latina, pop, rock, house, hip hop, o que tiver tocando na rádio”, detalha Márcia Henriques, instrutora da modalidade em Londrina, Paraná, e treinadora responsável pelo Body Systems no Brasil.

Os programas de ginástica da série são montados na Nova Zelândia, gravados em DVD e distribuídos para todo o mundo. Por aqui, eles chegaram há oito anos. O princípio das aulas é o mesmo: manter-se em forma de maneira divertida, melhorando a coordenação motora, o condicionamento físico, a coordenação e até mesmo a concentração. “Independente se o aluno sabe dançar ou não, com o tempo ele vai conseguir realizar os movimentos. O corpo vai se adaptando e ficando mais solto”, conta Maria Henriques. O gasto médio de cada aula, que tem duração de uma hora, é de 500 calorias para quem conseguir realizar os movimentos de forma intensa.

Nota do Plano B: muitas escolas em São Paulo e no Rio de Janeiro já apostam no ballet para adultos. Nas minhas aulas, por exemplo, sempre coloco exercícios de yôga, pilates e abdominais que não são originariamente da dança clássica. Só não patenteei ainda minha própria modalidade, hehehe. Mas quem sabe em breve?