sábado, 25 de abril de 2015

Desafio

Comecei hoje a ensaiar a variação de Kitry, do primeiro ato, conhecida como a variação do Desafio.
Aí fiquei pensando que pode ser bom escrever sobre os ensaios e um dia ler aqui as emoções que um ballet causam na gente. 
Quem sugeriu esta variação foi a Thomioka, e não pensei muito a respeito, porque eu acho que o bom bailarino, acima de tudo, aceita o que lhe é proposto. Ao menos eu gostaria de ser assim SE eu fosse uma bailarina fodona, o que não é o caso. Mas a proposta que eu sempre tive para a dança é de fazer o melhor dentro do limite. E, veja só, fazer uma Kitry ok já é algo a se orgulhar.
Vamos com fé.
Hoje só arrumamos a versão, que não é diferente das outras que vemos nos vídeos. Não tem muito o que remontar. E, como eu previa, tenho mais dificuldade com os saltinhos nas pontas do que com as 16 piruetas que encerram esta variação. Nota mental: a música é o verdadeiro desafio. Não se apavorar com ela garante o resultado.
Olé! Olha aí a bolha que nasceu e que está devidamente batizada.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Dor muscular vs. na alma

Ontem ouvi uma reportagem sobre adolescentes que se cortam como uma forma de transformar seus problemas de bullying na escola em dores físicas.
Não há dúvida de quanto essa situação seja triste e do quanto esses jovens precisam de ajuda.
Mas me passou pela cabeça que a coisa física realmente traz um conforto para os nossos sofrimentos da alma.
Esta foi uma semana bem difícil. Problemas de todos os tipos disseram "presente" na chamada diária, e tenho razões para acreditar que eles não irão embora amanhã, nem depois, nem depois. 
Mas eu venho desde a segunda-feira sentindo dores das coxas, pela aula maravilhosa que fiz. Bailarinos hão de concordar comigo que algumas dores são do bem. Justamente essas. As aulas têm sido tão puxadas quanto os problemas. E isso está me ajudando a passar por eles de outra forma. 
A gente aprende todos os dias da nossa vida. Com pessoas, coisas, experiências.  Ter problemas, no fim, não é um problema. Mas uma chance de olhar de frente para a encrenca e desfazer o nó.
No dia de hoje, só acho possível estar escrevendo isso porque meus músculos doem. No lugar das amarguras, um pouco de ácido lático. Em vez de brigar, tentar aquela pirueta que acaba ouvert. Se o mundo dos jovens tivesse mais arte, talvez soubessem passar por suas tristezas cortando o ar em belos saltos, e não seus braços.
Night, night, pessoal.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

De volta

Depois de mais de um ano ausente, penso que encontrei uma forma de organizar minha tão louca rotina e voltar a escrever.
Decidi isso há uns meses conversando com uma amiga, porque o blog sempre foi um espaço de eu poder pensar em um plano B. E, quando este plano virou uma escola de ballet, o blog acabou ficando de lado.
Mas eu juro que foi falta de tempo. E também medo de associarem o que eu escrevo aqui com a minha escola. Não! Meu blog sou eu. Não é business. É um espaço que precisa de mim tanto quanto eu preciso dele.
Enfim, eu ando sucinta, pois há muito a ser dito, mas as palavras estão enferrujadas. Como voltar a fazer aula depois das férias, talvez eu precise de alguns dias pra musculatura achar aquele ponto bom onde chegou.

Beijos e até loguinho.

Foto depois da aula de ontem. Não levo o menor jeito pra essas fotos no espelho, mas também tenho zero pretensão.