quarta-feira, 29 de junho de 2011

Casa Cor 2011 - Suíte Ana Botafogo

Bailarin@s, não podia deixar de registrar aqui minha passagem - e surpresa! - de ontem pela Casa Cor 2011.

Entre tantas coisas lindas que vimos e a mostra Casa Talento, onde meu amigo Gabriel Gombossy estava expondo, passei pelas suítes do Casa Hotel e fiquei passada com a da Ana Botafogo, assinada por Allan Malouf.

Num cantinho, e uma túnica e uma sapatilha da própria Ana (óbvio que fui mexer e vi que era uma Freed), bem gastinhos até (mais legal ainda).

Detalhes técnicos: o estilo é europeu, as paredes foram forradas predominantemente em seda nas cores cru e verde pistache, combinando tons de laranja queimados e dourado escuro na cabeceira. No teto, uma pintura da artista francesa Nathalie Morhange. O piso é de madeira ecologicamente sustentável. O console que fica de frente para a cama foi garimpado em antiquários e pertenceu a Maria Callas (infos gentilmente cedidas pela internet, haha).

Alguns registros da visita:





quarta-feira, 15 de junho de 2011

Ballet Kirov no Theatro Municipal de São Paulo - agende-se!

23agoter21h – 24agoqua21h – 25agoqui21h
27agosáb20h – 28agodom17h

BALLET KIROV
O Lago dos Cisnes de PIOTR ILYITCH TCHAIKOVSKY
coreografia MARIUS PETIPA e LEV IVANOV
participação da ORQUESTRA SINFÔNICA MUNICIPAL
regência BORIS GRUSIN

26agosex21h
BALLET KIROV
Gala:
Chopiniana
música de FREDERIC CHOPIN. coreografia MICHEL FOKINE
Simple Things
ballet em um ato com música de ARVO PÄRT
coreografia de EMIL FASKI
Divertissement
música DANIEL AUBER
coreografia V. GVOVSKY

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Barriga chapada com ballet

Eu deveria ter publicado este post há muito mais tempo, mas confesso que hoje, mais do que nunca, ele é importantíssimo para mim. Estou estudando desde já como funcionam e trabalham nossos músculos da região do abdômen, pois sinto que 9 em cada 10 alunas têm dificuldade de trabalhar essa região do corpo - fora que tenho tentado também entender o que se passa com a minha própria anatomia durante a gravidez. Vou tentar ser bem didática, e juntos podemos pensar um pouco mais a respeito.

Segundo o blog Ácido Lático, “os músculos abdominais estão localizados entre as costelas e a pelve na parte anterior do corpo. Os quatro grupos de músculos abdominais se unem para cobrir os órgãos internos.

Eles oferecem suporte ao tronco, permitem movimento e mantêm os órgãos no local regulando a pressão abdominal interna. Eles também realizam uma função muito importante na maioria dos movimentos da coluna, como estabilizadores e motores.

Os quatro principais músculos abdominais são:

Transverso abdominal: é o músculo mais profundo. Sua principal função é estabilizar o tronco e manter a pressão abdominal interna;

Reto abdominal: está fixado entre as costelas e a pelve. Este músculo tem como característica as saliências que são normalmente denominadas como “os seis gomos”. A principal função do reto abdominal é mover a coluna, o gradil costal e a pelve;

Oblíquos externos: estão presentes de cada lado do reto abdominal. Os músculos oblíquos externos permitem que o tronco gire, mas para o lado oposto àquele músculo oblíquo externo que esta contraindo. Por exemplo, quando o oblíquo externo contrai o corpo gira para o lado esquerdo;

Oblíquos internos: estes músculos também estão presentes de cada lado do músculo reto abdominal, mas (como o seu nome diz) estão localizados abaixo dos músculos oblíquos externos. Eles operam de maneira oposta aos músculos oblíquos externos. Por exemplo, para girarmos o tronco para o lado esquerdo requer que o oblíquo interno do lado esquerdo e oblíquo interno do lado direito se contraia juntos.”

Dá pra entender melhor aqui:


E como tudo isso funciona no ballet?

Flávio Sampaio, em Ballet Essencial, explica:

"1) Para uma perfeita preensão abdominal, o bailarino precisa primeiro colocar para baixo as omoplatas, levantando o peito e contraindo levemente o músculo peitoral. Dessa forma, o músculo abdominal é alongado. Depois disso, e só depois, ele contrai as costelas como se quisesse trazê-las em direção ao umbigo, contraindo os músculos oblíquos do abdome.

2) O bailarino nunca deve fechar a parte de cima das costelas (próxima ao esterno), o que levaria ao desencaixe das omoplatas. Ele deve fechar a parte próxima às costelas flutuantes.

3) Atenção! São duas forças que se completam: primeiro colocam-se as omoplatas para baixo e só depois contrai-se o abdome, o que evita que o bailarino se projete para trás.

4) O bailarino precisa sentir que há um círculo de força se fechando ao redor de sua cintura, cerca de dois dedos acima do umbigo. Essa força é produzida pelo "transverso do abdome", um dos músculos que usamos para tossir.

5) Se impulsionarmos as omoplatas para baixo, fecharmos as costelas flutuantes como uma concha para baixo e tivermos o transverso do abdome dando essa sensação de um cordão apertando a cintura, teremos o músculo peitoral projetado para frente e, assim, o grande rombóide (que chamamos de asa) forte, apoiando o braço.

6) Por trás de todos esses encaixes, está o diafragma trabalhando normalmente, subindo e descendo e fazendo uma força de expansão pressionando a parede muscular, o que deixa os músculos abdominais bastante fortalecidos."

Considero o abdômen forte um dos pilares de sustentação do bailarino. Eu mesma tive que aprender a lidar com ele e com minhas costas durante anos, em que meus professores sempre notavam minha costela muito próxima da crista ilíaca. Eu fazia força, mas sem alongar. E quando comecei a pensar em tudo isso, vi um tanquinho aparecer e minha vida mudou (momento comercial da polishop, hahaha).

Bom, mas como tudo que é bom dura o tempo necessário para se tornar inesquecível (rá, tirei essa do caderninho de recordações do colégio), agora estou grávida, várias alunas também estão ou já estiveram e todo mundo se pergunta: o que acontece com nossa pancinha durante uma gravidez?

O nome da maldita é diástase e ela funciona mais ou menos como um zíper que se abre separando a barriga ao meio – e pode ou não acontecer a partir das 20 semanas de gestação.

Segundo a revista Crescer, a diástase “acomete cerca de 30% das mulheres no pós-parto. O termo médico significa que os músculos da parede do abdômen ficaram divididos ao meio, na vertical, a partir da linha do umbigo, depois da gravidez. Mulheres que não fazem exercícios físicos e, assim, não têm o abdômen trabalhado, desenvolvem mais chances de apresentar o problema. Contribuem também hormônios que, na gestação, provocam relaxamento muscular. O diagnóstico pode ser feito com clareza cerca de 45 dias depois da data do parto, com um ultrassom e a avaliação de um fisioterapeuta. Se o afastamento for menor que quatro centímetros, exercícios físicos para a região abdominal revertem a situação em até três meses. Se for maior, é necessária uma cirurgia para unir os lados. Não dá para prevenir a diástase, mas exercícios que fortaleçam a região, como pilates, podem reduzir as chances.”

Ou seja, os músculos da barriga realmente podem ficar abalados depois da gravidez. Conhecer o que existe por dentro ajudará você a saber como sua parede abdominal funciona.

A diástase é razoavelmente fácil de ser identificada alguns dias depois do parto – é possível senti-la apalpando a parede externa do abdômen. Ao fazer isso você vai sentir – ou não - como se um pequeno buraco separasse os dois lados da musculatura.

O bom é que alguns exercícios podem mesmo ajudar a melhorar o conjunto da obra. Eu acredito que o ballet seja fundamental nesse papel – principalmente para quem já praticava.

É que a dança não dá mole para uma barriguinha saliente.