quinta-feira, 9 de abril de 2015

Dor muscular vs. na alma

Ontem ouvi uma reportagem sobre adolescentes que se cortam como uma forma de transformar seus problemas de bullying na escola em dores físicas.
Não há dúvida de quanto essa situação seja triste e do quanto esses jovens precisam de ajuda.
Mas me passou pela cabeça que a coisa física realmente traz um conforto para os nossos sofrimentos da alma.
Esta foi uma semana bem difícil. Problemas de todos os tipos disseram "presente" na chamada diária, e tenho razões para acreditar que eles não irão embora amanhã, nem depois, nem depois. 
Mas eu venho desde a segunda-feira sentindo dores das coxas, pela aula maravilhosa que fiz. Bailarinos hão de concordar comigo que algumas dores são do bem. Justamente essas. As aulas têm sido tão puxadas quanto os problemas. E isso está me ajudando a passar por eles de outra forma. 
A gente aprende todos os dias da nossa vida. Com pessoas, coisas, experiências.  Ter problemas, no fim, não é um problema. Mas uma chance de olhar de frente para a encrenca e desfazer o nó.
No dia de hoje, só acho possível estar escrevendo isso porque meus músculos doem. No lugar das amarguras, um pouco de ácido lático. Em vez de brigar, tentar aquela pirueta que acaba ouvert. Se o mundo dos jovens tivesse mais arte, talvez soubessem passar por suas tristezas cortando o ar em belos saltos, e não seus braços.
Night, night, pessoal.

2 comentários:

lianny mendonça disse...

A dor no corpo depois da aula me deixa tão leve, volto pra casa com a sensação de que tô flutuando

Ana Yazlle disse...

Lianny, é verdade. Mas eu faço aula e ensaio à noite, então chego bem pilhada e demoro um tempão pra conseguir dormir, rsrsrs.