terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Crítica - Quebra-Nozes

Helena Katz, para O Estado de S. Paulo

Foram quatro Quebra-Nozes ao mesmo tempo, dois de São Paulo e dois do Rio de Janeiro. A separação regional carrega uma outra, sobre a qual vale a pena refletir. As duas montagens vindas do RJ vão em uma mesma direção, que provavelmente tem a ver com o papel do Theatro Municipal local como mantenedor da tradição do balé clássico por lá. E as duas produções paulistanas, que não vieram de um ambiente marcado por este vínculo, se distinguem por uma maior autonomia em relação ao compromisso de montar um Quebra-Nozes o mais próximo possível das grandes companhias internacionais.

A produção que o Theatro Municipal do Rio trouxe, assinada por Dalal Achcar, infelizmente, apresentou-se no Teatro Abril, com o público entrando e saindo durante a primeira meia hora do espetáculo. Embora seja uma megaprodução, padece do pior que pode acometer um projeto da sua natureza: é correto e opaco. Todos os ingredientes lá estão, mas a sua junção não resulta no que deveria. Até mesmo o casal trazido de Londres, Roberta Marques (do Royal Ballet) e Arionel Vargas (do English National Ballet), manteve a ausência de brilho que envolveu tudo, do prólogo ao final do segundo ato. Uma pena que a companhia brasileira historicamente ligada aos balés de repertório não tenha conseguido sair da temperatura morna.

Garra e comprometimento não faltam à Cia. Brasileira de Ballet, dirigida por Jorge Teixeira. Formada por jovens e talentosos alunos do Conservatório Brasileiro de Dança, deixa muito claro um fenômeno que merece toda a atenção: o "efeito festival". Os festivais competitivos que mobilizam centenas de escolas de dança por todo o País há cerca de 30 anos, são o reduto de um uso da técnica do balé clássico para a realização de "fogos de artifício" - jargão que identifica aquele tipo de coreografia feita com os passos mais difíceis, mais espetacularizados, mais capazes de arrancar aplausos da plateia.

Jorge e seus alunos são os grandes vencedores desses festivais, fato do qual muito se orgulham e destacam na capa do programa que distribuem. Todavia, uma coisa não afiança a outra, pois são dois mundos muito distintos. De um lado, ficam os festivais e suas coreografias de 5, 10 minutos, criadas como vitrines de exibição de virtuosismos técnicos impactantes. E em outro estão os grandes clássicos, que pedem um outro uso da mesma técnica, que pedem uma concepção dramatúrgica específica, que é o que os transforma em obras de arte.

Foi justamente a falta de polimento na dramaturgia que anulou o brilho no Quebra-Nozes do Theatro Municipal do RJ. Já a produção de Jorge Teixeira, como que ignora o fato de ser feita por bailarinos muito jovens, de 13, 14 anos, e expõe um entendimento precário sobre teatralidade. No que mostrou, existe ainda um outro problema, muito mais preocupante, que se localiza na formação. Há algo de equivocado no trabalho de pés e na dosagem da energia, que ameaça a longevidade da construção técnica que está sendo realizada.

Nessa montagem, os primeiros papéis são dos primeiros-bailarinos no Royal Ballet, de Londres, Thiago Soares e Marianela Nuñes, que exalam uma técnica apurada e uma grande sintonia entre eles. Marianela "latiniza" a sua interpretação, agregando ênfases aos seus acabamentos. Produz uns micro arabescos que dão mais peso "carnal" ao que faz, e talvez seja justamente isso que a destaque na companhia onde é primeira-bailarina. Afinal, sabemos que o olhar estrangeiro sobre nós, latino-americanos, busca aqui o "típico". Thiago, figura imponente em cena, não passou do desempenho correto. Faltou aquele carisma e aquele cuidado nos detalhes que se espera de uma estrela da sua posição.

Tais fragilidades não existem na produção do Cisne Negro porque ela não almeja ser mais uma entre tantas que tentam fazer o modelo habitual de encenação. Ao longo dos 26 anos em que realiza este balé, foi aprendendo a fazer o seu Quebra-Nozes, e hoje, prima pela sabedoria de não pretender reproduzir o que é irreproduzível por uma companhia do seu porte. O zelo com cada um dos seus muitos detalhes, a dramaturgia ajustada para uma coreografia que mostra o melhor de cada participante - é tudo isso reunido que produz a mágica que se espera deste conto de Natal. À Dany Bittencourt, diretora de ensaios, e Patricia Alquezar, sua assistente, deve ser creditada a justeza deste O Quebra-Nozes. A elegância da produção ecoou nas linhas impecáveis de Marcelo Gomes, um partner como poucos, com o brilho que distingue os grandes artistas da dança, que foi acompanhado por Hee Seo, precisa nas suas linhas perfeitas.

O que se percebe nestas três maneiras de apresentar a mesma obra são diferentes formas de lidar com a situação colonizador-colono-colonizado. A resposta dada pelo Cisne Negro à demanda de fazer o Quebra-Nozes em dezembro acabou inventando um jeito próprio de realizá-lo. E a ela se contrapõe uma outra visão, que funciona como o outro lado desta balança. É o excelente Brincadeiras Natalinas, que o Ballet Stagium acaba de estrear no Teatro Sérgio Cardoso. No seu exercício de antropofagia, nos faz ver um outro caminho para a mesma questão. É a expressão mais plena de uma ação de uma inteligente mestiçagem que deu muito certo.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Pré-estreia Quebra Nozes, Ballet Cisne Negro

Quem dança sabe o quanto os flashes de câmeras fotográficas atrapalham quem está no palco. Imagina você ali, num balance plantado, e um espírito de porco solta aquela luz branca que cega e acaba com o equilíbrio? Ou no meio dos fouettés, vai que você bate a cabeça justamente num ponto que resolve te fotografar?
Sou totalmente contra as fotos em espetáculos, mas a pré-estreia do Quebra-Nozes estava divina. Não cansei de elogiar no Twitter, porque realmente me impressionou. Então deixei para tirar algumas fotos sem flash mesmo, do celular, somente na hora da reverence, e quando o Marcelo Gomes apareceu com a também solista do ABT Hee Seo. Emoção demais, que compartilho aqui, apesar da qualidade ser péssima.
Ah, mas quem sabe assim anima vocês irem assistir ao vivo?
:)




terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Três vezes Quebra-Nozes


Dá pra escolher qual produção assistir. O ballet Quebra-Nozes, um clássico natalino de todos os tempos, ganha três montagens em São Paulo. Cada uma com seu charme e com convidados mais que especiais. Não sei qual assistiria primeiro. Ou melhor, sei, sim! Acabei de ganhar ingressos e amanhã vou conferir a do Cisne Negro. Conto tudinho aqui depois.


No Teatro Alfa, a partir de quinta (10), a Cisne Negro traz renomados bailarinos solistas da ABT (American Ballet Theatre), de Nova York. São eles o brasileiro Marcelo Gomes, que é o primeiro bailarino da ABT, a coreana Hee Seo (se apresenta de 10 a 15) e a uruguaia Maria Ricetto (de 16 a 20).


A partir do dia 13, no Teatro Bradesco, o brasileiro Thiago Soares, a argentina Marianela Nuñes e a Cia. Brasileira de Ballet dão sua versão para o clássico. O casal protagonista, que faz parte de uma das instituições mais respeitadas do mundo, o Royal Ballet de Londres, é também a dupla de primeiros bailarinos da Cia.


Por fim, dia 18 estreia o espetáculo do Ballet do Theatro Municipal do Rio. A clássica Cia., que comemora seu centenário, e já tem tradição na montagem de O Quebra-Nozes, apresenta pela primeira vez o espetáculo fora do teatro carioca.

Como convidados, estão outra primeira bailarina do Royal Ballet de Londres, a brasileira Roberta Márquez, o primeiro bailarino do English National Ballet de Londres, o cubano Arionel Vargas, além das revelações Claudia Mota e Márcia Jaqueline.


Todas as apresentações são fiéis ao clássico, composto de prólogo e dois atos. Também em comum, a estrutura do cenário, as músicas ao vivo e a composição dos figurinos. Digno de megaprodução. É escolher, porque o encanto já está garantido.


Programação

Cisne Negro Cia. de Dança

No Teatro Alfa - Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722, São Paulo. Tel.: 5693-4000. De 10 a 20 deste mês. 2ª a 5ª, às 21h; 6ª, às 21h30; sáb., às 17h e às 21h; e dom., às 16h e às 19h. Ingr.: R$ 50 a R$ 90

Cia Brasileira de Ballet

No Teatro Bradesco - Rua Turiassu, 2.100, São Paulo. Tel.: 3670-4141. Dias 13, às 16h; 19, às 21h; e 20, às 16h. Ingr.: R$ 80

Ballet do Theatro Municipal do Rio

No Teatro Abril - Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411, São Paulo. Tel.: 2846-6060. Dias 18, às 21h; 19, às 17h; 20, às 16h. Ingr.: de R$ 80 a R$ 140

Cursos de férias - Verão 2010

Complementando a informação dos cursos de dança para as próximas férias, segue o que recebi da Pulsarte.



Clique para ampliar.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Vídeo

Achei no site do Badischen Staatstheaters a obra-prima EWIGES ROM - LEBENDIGES ROM (ETERNA ROMA - ROMA DE VIDA), de Terence Kohler, em vídeo (fotos no site também). Começa com o Marquinhos! Mas tem Namba, Diego e vários outros brasileiros que arrasam na Alemanha. Êêê, saudade!

ETERNA ROMA - ROMA DE VIDA
Três estreias mundiais para o Ballet de Badischen Staatstheaters

Ars Amandi

Música: Luigi Nono, anônimo (15.-século Itália)
Coreografia: Renato Zanella
Cenários e figurinos de Christof Cremer

Um paradoxo inicialmente estranho, mas aqui reside a ideia de estas palavras: "O amor é apenas uma faixa - a arte do amor é quase que exclusivamente a não realização do superficial."

A cama de Giulia Farnese

Música: Giacomo Puccini, Dmitri Shostakovich
Coreografia: Jörg Mannes
Cenários e figurinos: Susanne Sansa Sommer

Tarantella

Música: Grand Tarantelle para Piano e Orquestra, Op. 67 por Louis Moreau Gottschalk, reconstruída e orquestrada por Hershy Kay
Coreografia: George Balanchine
Rehearsal: Nanette Glushak
Figurinos: Karinska
Estreou em 7 Janeiro 1964 em Nova York

A mais famosa de dança folclórica do sul da Itália, a Tarantella, foi inspiração para o pas de deux.

Empty Frames


Música: Luigi Nono, Antonio Martin y Coll
Coreografia, palco e figurinos: Terence Kohler

Terence Kohler se inspirou na arquitetura romana e nos tesouros de arte da Cidade Eterna. Ele desperta a antiga dança para a vida.

Clique aqui para babar.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Cursos de férias - Verão 2010

Para quem já está procurando cursos de dança para as próximas férias, aí vão algumas dicas:


CURSO DE FÉRIAS PULSARTE


MÓDULOS PULSARTE – Férias 2010
Aproveite as férias e o final de semana e venha aprimorar seu conhecimento técnico e artístico na Pulsarte com nossos módulos teóricos!

Datas:
Janeiro e Fevereiro de 2010

Módulos:
Iluminação Cênica;
Concepção Coreográfica;
Consciência Corporal e Anatomia;
Pedagogia para professores e bailarinos – Prática de ensino;
Prevenção de Lesões;
Repetiteur.

Investimento:
R$ 60,00 a R$ 80,00 p/módulo.

Ministrado por:
Wagner Alvarenga; Gisella Martins e Simone Sant’Anna

Local: PULSARTE
Rua Pereira Leite, 55 – Alto de Pinheiros – São Paulo
Tel.: 11- 3868-2008/ 11-3877-1115
www.pulsarte.com.br

CUBALLET

O maior curso de verão da América Latina Intercâmbio Cultural Brasil/Cuba.

Espaço Cultural Eldorado - Centro Pró Danza de Cuba.

Cuballet é o nome do curso de intercâmbio cultural realizado pelo Centro Pró Danza de Cuba, dirigido por Laura Alonso, filha da lendária bailarina cubana Alícia Alonzo. São atividades que promovem a difusão do método cubano de Ballet Clássico, cada vez mais respeitado no mundo inteiro.

Desde 2000 o Cuballet tem se realizado, sempre em Janeiro, no Espaço Cultural Eldorado, a cada ano apresentando a montagem de um ballet de repertório diferente.

CURSO DE FÉRIAS PAVILHÃO D - RICARDO SCHEIR

De 11 a 23/01, das 9 às 18h, com apresentação no dia 23.
Aulas de técnica clássica e repertório.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Pas de bourrée



PAS DE BOURRÉE - Bourrée é o nome de uma dança folclórica das províncias de Auvergne e Berri. Sua conexão com o pas de bourrée do ballet clássico é obscura, tendo sido introduzido, com certa estilização, por alguns coreógrafos contemporâneos. É um passo de locomoção, em geral com três movimentos das pernas, feitos em qualquer direção. Existem vários pas de bourrée diferentes: Pas de bourrée devant, derrière, devant com o pé de trás, derriére com o pé da frente, dessous, dessous com o pé da frente, dessus, dessus com o pé de trás, piqué, en avant, en arrière, a 4 et 5 pas, en première, couru, renversé, en tournant, ouvert - ou couru (RAD).

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Eu estava lá!

Um pedacinho dos ballets que vi estrearem e serem montados em Karlsruhe, na Alemanha.
Um grande amigo, Marcos Menha, é primeiro-bailarino lá. Mal posso acreditar que tenha feito aula nesse lugar de pessoas maravilhosas.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Bolshoi e Lady Gaga



Lady Gaga tocou um piano cor-de-rosa acompanhada pelo ballet Bolshoi, no 30º aniversário do Museu de Arte Contemporânea de Los Angeles, neste sábado (14).

A cantora apresentou uma música nova, Speechless, durante o evento.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Grand Moscow Classical Ballet

Em novembro, os termômetros de Moscou, na Rússia, chegam a marcar seis graus negativos. O clima brasileiro, portanto, promete agasalhar os inúmeros bailarinos da companhia Grand Moscow Classical Ballet, que inicia hoje, em Porto Alegre (RS), sua turnê pelo país. Tanto quanto o sol – que, aliás, anda cedendo espaço para muita chuva -, as palmas tupiniquins serão responsáveis pelo calor oferecido aos russos, em uma excursão, coordenada pela empresa de entretenimento Time For Fun, que visita oito cidades de sete estados. O Cine-Theatro Central é o primeiro palco a receber, nesta sexta, “Dom Quixote”, com música de León Minkus, já que os gaúchos verão outro espetáculo, “A bela adormecida”, de Tchaikovsky.

As duas montagens revelam as apuradas técnicas da companhia, nascida, há 43 anos, com apoio do Ministério da Cultura da então União Soviética. Sem deixar o passado para trás, os artistas lapidam os passos com influências modernas. A procura por uma linguagem inovadora, a propósito, é uma das heranças deixadas pelo fundador Igor Moiseyev, um dos mais importantes coreógrafos do século XX, morto em 2007, aos 101 anos.
Em 1977, N. Kasatkina e V. Vasilyov, principais solistas do Ballet Bolshoi entre 1950 e 1970, assumiram a direção artística da instituição e passaram a atuar de forma decisiva para consolidar o Grand Moscow nos tablados internacionais. “As tradições devem ser preservadas, mas a nossa vocação sempre foi levantar propostas que acrescentam algo. A arte precisa se transformar, sem, necessariamente, romper com as origens”, analisa a dupla comandante, em entrevista por e-mail. Mais de 20 produções já foram encenadas em 30 países da Europa, da América e da Ásia. Os coreógrafos do grupo também realizaram trabalhos para o Bolshoi e o Kirov, os mais
conceituados balés do país do socialismo.

Segundo a professora e bailarina local Vivian Mockdece, toda e qualquer equipe russa costuma esbanjar disciplina e primazia. Tendo estado em Moscou e em São Petersburgo em 1992, ela garante ter visto de perto o perfeccionismo exigido desde a infância. “Para as alunas da cidade, essa apresentação será uma boa oportunidade de aprendizagem e crescimento.” De acordo com Kasatkina e Vasilyov, a responsabilidade dos representantes da dança clássica russa é grande, já que a região é conhecida por sua cultura secular. Por isso, os ensaios são constantes, mesmo durante as turnês. Antes dos espetáculos, o elenco faz aquecimento físico e ajustes técnicos no palco por duas horas. “Nos momentos livres, procuramos conhecer um pouco de cada lugar. Nem sempre há tempo, mas fazemos o possível.”

Recentemente, o Grand Moscow, que esteve no Brasil pela última vez em 1981, recebeu o título de “companhia acadêmica”, uma menção honrosa concedida pelo Governo russo a poucas instituições de balé. Seus bailarinos também são premiados e contam com mais de 15 medalhas de ouro em competições internacionais. Toda essa dedicação exige alguns sacrifícios. “Somos obrigados a abrir mão de alguns momentos”, admitem Kasatkina e Vasilyov. Mesmo assim – garantem – o reconhecimento do público é uma recompensa pela qual vale a pena lutar.

História contada com passos, “Dom Quixote” possui três atos, com seis cenas, prólogo e epílogo. O libreto e a produção são de N. Kasatkina e V. Vasilyov, assim como a coreografia, que eles dividem com o inesquecível Marius Petipa, criador da maioria dos grandes clássicos. Os cenários são de L. Solodovnikov e E. Dvorkina.

A adaptação mais famosa e duradoura da obra de Miguel de Cervantes para o balé aconteceu em 1869, para o Bolshoi. Mesmo tendo sofrido críticas por não conter a profundidade da influência espanhola, a música de León Minkus foi fundamental para o sucesso e a popularização da empreitada, por misturar momentos apoteóticos e sutis.

Ao mesmo tempo, o trabalho de Petipa não seguiu à risca a obra literária, levando para o centro da virtuosa cena o romance de Quitéria e Basílio. Forçada por seu pai a aceitar a corte do rico comerciante Gamanche, a moça reluta em plena praça e é observada por Dom Quixote. De imediato, o fidalgo a confunde com Dulcinéia, a mulher de seus sonhos, e propõe ao pretendente um desafio. Em seguida, acaba sendo expulso da cidade. Enquanto isso, Basílio finge estar se suicidando e pede ao pai de Quitéria que lhe conceda um último desejo: a mão de sua filha. O velho aceita e surpreende-se ao ver o jovem feliz e cheio de saúde. Já na estrada, Dom Quixote participa da festa dos ciganos e bebe demais, lutando bravamente – em mais uma de suas fantasias – com carroças de marionetes e moinhos de vento.

por Raphaela Ramos

SÃO PAULO (SP) – 20 DE NOVEMBRO, 21H

  • Espetáculo: “Bela Adormecida”
  • P. I. TCHAIKOVSKY (3 atos: 1º 57 min; 2º e 3º juntos – 1h10m)
  • Duração: 127’

SÃO PAULO (SP) – 21 DE NOVEMBRO, 21H

  • Espetáculo: “A Bela Adormecida”
  • P. I. TCHAIKOVSKY (3 atos: 1º 57 min; 2º e 3º juntos – 1h10m)
  • Duração: 127’

SÃO PAULO (SP) – 22 DE NOVEMBRO, 20H

  • Espetáculo: “Dom Quixote”
  • L. MINKUS (3 atos: 1º 37min., 2º 40min., 3º 25min.)
  • Duração: 102’

INFORMAÇÕES

  • Local: Teatro Abril
  • Endereço: Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411 – Bela Vista
  • Telefone para informações: (11) 2144-5444
  • Site: http://www.teatroabril.com.br
  • Capacidade: 1.530
  • Acesso para deficientes, ar condicionado


PREÇOS DE INGRESSOS


NORMAL


½ ENTRADA


Ouro VIP

R$200,00

R$100,00

Platéia A

R$170,00

R$85,00

Camarote

R$160,00

R$80,00

Platéia B

R$140,00

R$70,00

Platéia A Rosa

R$120,00

R$60,00

Platéia B Rosa

R$100,00

R$50,00

  • Meia-entrada: obrigatória a apresentação do documento previsto em lei que comprove a condição de beneficiário. Venda limitada na forma da Lei nº 11.355/93.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A evolução da dança

A história é a mesma. Um príncipe se apaixona por uma princesa transformada em cisne e um bruxo da floresta quer que ele fique com a irmã má, o cisne negro. A música é a mesma. A coreografia também. Só que nos vídeos abaixo é possível ver como o ballet clássico também evoluiu. O primeiro, de 1958, mostra Alicia Alonso, a maior bailarina cubana de todos os tempos, em uma versão simples e extremamente artística. Veja 10 anos depois como ela executa praticamente os mesmos passos. E, por fim, meu cisne negro preferido: Yulia Makhalina, do Kirov.
As duas têm algo em comum: uma grande interpretação desse papel genial, feito para poucas bailarinas, independentemente da altura do arabesque e de quantas piruetas consegue girar.
Dica da minha aluna Lu Alvez, que caçou as preciosidades no YouTube.





segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Vida bailarina - Marianela Nuñez


Marianela Nuñez nasceu em Buenos Aires e iniciou aulas de dança com 3 anos de idade. Aos 8 entrou no Instituto Superior de Arte do Teatro Colón, onde estudou até ser convidada a integrar o corpo de baile da Companhia, com apenas 14 anos de idade. Foi selecionada para participar em uma excursão como solista, com o Ballet Clasico de la Habana, Cuba. Em 1997, Maximiliano Guerra a escolheu como partner para dançar com ele no Uruguai, Espanha, Itália e no Festival de Ballet do Japão. Foi então convidada para excursionar com a companhia de balé do Teatro Colón na Europa e nos EUA como bailarina convidada.

Em setembro de 1997, sem falar uma palavra em inglês, entrou para o Curso de Pós-Graduação do The Royal Ballet School e no final do ano dançou o papel principal no Soirée Kenneth MacMillan Musicale bem como o papel-título do III ato de Raymonda. Entrou para o The Royal Ballet no início da temporada 1998/99 e foi promovida a Primeira Solista em 2001 e Primeira Bailarina em setembro de 2002.


sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Sapatilhas Famosas

Inspirada pelo post da Thaís (vale muito a pena conferir aqui) importei esse post do meu outro blog.
A busca pela sapatilha de ponta perfeita mode on!


Eu sou impressionada com o pé de algumas bailarinas famosas. Não estou falando da parte feia, que todo mundo deve imaginar como é (unhas tortas, calos, machucados, joanetes, etc), e nem do tamanho do colo de pé que elas têm.

Ah, você não sabe o que é colo de pé? O famoso cou-de-pied (olha a boca!) todo mundo tem, e é o dorso do nosso pé. Mas se ele é bom ou não para a dança são outros quinhentos.

Pausa para a explicação ilustrada:

Colo de pé feio. Não dobra nem com macumba. Se você nasceu com ele, com muuuitos exercícios pode até conseguir melhorar, afinal até a Ana Botafogo teve seus dias de miséria. E, para girar e saltar na ponta, é extremamente seguro. As bailarinas que giram horrores geralmente não têm tanto colo de pé.







Colo de pé bonito. Se acompanhado de uma bela linha de pernas, são o sonho de consumo de qualquer bailarina. Os pés bonitos assim vão desde os bem desenvolvidos até os extremamente flexíveis, que geralmente saem melhor nas fotos. Mas dão um trabalho! As sapatilhas de ponta mais bonitas não duram uma semana. Elas literalmente quebram no meio. Girar é complicadíssimo, pois o eixo da perna começa de um jeito e termina de outro com o peso do corpo sobre o colo do pé. É o meu tipo, não sei se feliz ou infelizmente.









Colo de pé absurdo (nível Alessandra Ferri). Esse é o motivo do meu post. Como disse, não tem tanto a ver com o tamanho do colo, mas sim com o fato de um ser humano ficar tanto tempo em cima dele. Pior, com que sapatilha?














A Gaynor Minden, que eu uso e conheço, um dia pareceu ser a coisa mais perfeita para quem tem pés assim. Primeiro porque ela é feita de um material “inquebrável”. Segundo porque ela tem vários níveis de firmeza. Realmente, depois dela, nunca mais torci o pé em aula, coisa que vivia me acontecendo. O pé fica estável, os giros mais seguros, o balance (equilíbrio) é muito maior! O problema é que ela puxa para trás. Faz sentido, não? Enquanto teu pé te joga para a frente, ela segura. Isso faz com que às vezes o seu possível pé de Alessandra Ferri não saia tão bem na foto. O outro problema: você fica viciada na bendita. Silenciosa, segura, durável, macia... Nem parece uma sapatilha.

Bom, mas a Alessandra Ferri não usa Gaynor. Fiquei a tarde toda procurando que sapatilha as bailarinas mais famosas usam e aqui está uma listinha, para quem ficou curioso ou não:

Grishko: as estrelas do Mariinsky costumam usar as dessa marca, que está para o teatro russo assim como a Freed está para o New York City Ballet. Mas uma ou outra bailarina prefere a Gaynor, porque sapatilhas são coisas muito pessoais.

Bloch: Paloma Herrera, estrela do American Ballet Theater trocou a famosa Capezio por esta marca. Sarah Lamb (Royal) e Irina Dvorovenko (ABT) também usam.

Gaynor Minden: o site aponta inúmeras estrelas como fãs da marca. Entre as principais: Alina Cojocaru e Natalia Osipova, do Royal Ballet e Claudia Mota, do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Freed of London: Darcey Bussell, Marianela Nuñez, Polina Semionova e Alessandra Ferri usam. Para mim são os pés mais bonitos e famosos. Mas tenho certeza que a fôrma delas é especial. Ana Botafogo também usa sapatilhas dessa marca, mas não sei o modelo, ano, cor e placa.

Resumindo: a Gaynor é a Nike das sapatilhas. Freed é a All Star. E, entre uma e outra, sou bem capaz de ficar com as duas.

----------------------------------------------

Bom, e para quem quiser saber um pouco mais sobre modelos e marcas, segue um guia especial (que no fim das contas fiz mesmo para minhas alunas e pro pessoal do ballet poder conhecer um pouquinho mais). Aproveitem!

Freed of London
É uma marca de sapatilhas muito bonitas, leves e confortáveis, mas feita para pés fortes.

• Freed Classic
Usada pela maioria das principais companhias internacionais. É bastante dura.
• Freed Wing Block
Projetada para bailarinas que necessitam de um pouco mais de suporte, é silenciosa e um pouco flexível.
• Freed Student
Originalmente desenvolvida para as estudantes da Royal Ballet School. É uma sapatilha de palmilha bastante flexível.
• Freed Soft Block
A sapatilha ideal para a transição das de meia ponta para as de ponta.

Gaynor Minden
Sua escolha se baseia em 6 medidas específicas: Tamanho (Length), Box (Caixa), Dureza (Shank), Largura (Width), Gáspea (Vamp), Calcanhar (Heel). Várias combinações podem ser feitas.
Todas as pontas Gaynor Minden são montadas com solados e box compostos de um polímero chamado Elastometric. Diferente das convencionais bases de papelão ou gesso, Gaynor Mindens não deterioram nem quebram. Tenha certeza na hora de escolher sua dureza adequadamente. O solado das pontas Gaynor Minden são fabricados com uma curvatura que seguem o arco de seus pés, mas caso precise de alguns ajustes você ainda tem a opção de ajustá-la com o uso de um secador de cabelos.

Capezio
Provavelmente é a marca mais vendida no Brasil, é confortável, leve, dá uma boa estabilidade, fica bonita no palco, e é boa para fazer aulas. É uma marca forte também nos Estados Unidos, e as importadas são ainda mais bonitas e delicadas do que as feitas aqui.

• Fouetté: gáspea em "V", alta, normal. Valoriza o colo do pé. Cordão lateral. Para todos os tipos de pés.
• Partner: cetim solto. Para iniciantes, avançadas e profissionais. Alonga o pé. Silenciosa. Flexível. Sola costurada. Plataforma larga para um perfeito balance. Elástico transparente.

Cecília Kerche
Bonita, confortável, leve, possui uma grande variedade de modelos, cada um para um tipo de pé. A grande maioria detesta esta sapatilha, pois apesar de todos os atributos já citados, normalmente ela não quebra onde queremos, ou então quando quebra não dura praticamente nada. É boa para apresentações, porém é a típica sapatilha descartável.
Faz muitos anos que não uso, mas tenho achado bonita.

Balletto
Esta é uma marca brasileira, presente em vários festivais com seus estandes. Tem produtos bem interessantes, como a "pirueteira" e a "chinerina", alongadores de colo de pé. As sapatilhas são ótimas para quem não tem muita força nos pés, pois têm uma palmilha bastante flexível, até mesmo as reforçadas. Ficam bonitas nos pés por serem delicadas e bem acabadas. Porém, depois de quebrada, a ponta fica realmente muito feia. Enfim, é a sapatilha adequada para quem tem pouca força ou para quem está começando a usar pontas.

• Modelo Russo: para todos os tipos de pé, sua gáspea baixa valoriza bastante o colo do pé.
• Modelo Inês: adequado para pés delicados e estreitos.
• Modelo Julie: pés com largura normal.
• Modelo Luise: ideal para pés largos.
• Modelo Italiano: para quem tem bastante colo de pé.

Millenium
São boas por possuírem uma grande variedade de modelos, duram bastante, desde que seja comprado o modelo certo para seu pé. Para fazer aula são ótimas, forçam o pé a trabalhar mais, porém para apresentações não são muito aconselhadas por pura questão estética. São muito feias, tem um acabamento péssimo, e fazem muito barulho quando novas.

• Adagio: sapatilha estreita, com gáspea em V, alta, nem dura e nem mole, para quem tem pouco colo de pé.
• Balance: sapatilha larga, dura, com gáspea alta, para quem tem muito colo de pé e bastante força.
• Chesini: sapatilha bem mole para iniciante, mais mole do que Standard.
• Prelúdio: sapatilha estreita, com gáspea em V, alta, nem dura e nem mole, para quem tem pouco colo de pé.
• Standard: estreita, com gáspea em V, própria para iniciantes ou palco.
• Tecnic: larga, dura, com gáspea baixa, para quem tem pouco colo de pé e bastante força.
• Vaganova: estreita dura, com gáspea em V, para quem tem força no pé e bastante colo.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Um sábado diferente


Um dia para despertar o seu equilíbrio.

Já ouvimos muito que as mulheres acumulam funções e que precisam ter qualidades masculinas e femininas para se destacarem neste mundo. Já temos consciência de nossas infinitas funções no cotidiano. Agora é hora de respirar. De buscar o equilíbrio e florescer em qualquer ambiente. O evento Body and Soul é um ponto de partida para quem deseja o equilíbrio em sua vida. Um ponto de evolução para quem já es†a nessa busca. E um tempo e espaço de respiro em pleno caos da vida urbana. Bem-vinda!

Informações gerais

DATA DO EVENTO
17.out.09

HORÁRIO
9h00 às 18h00

INSCRIÇÕES

BÁSICA
Kit: camiseta + garrafinha + porta-mat
Valor: R$ 130,00

COM MAT*
Kit: camiseta + garrafinha + porta-mat + mat
Valor: R$ 200,00

* Quantidade limitada de mats.


RETIRADA DE KIT
As participantes poderão retirar o seu kit a das 8h00 as 16h00 no dia do evento.

LOCAL
Grand Hyatt Hotel São Paulo
Salão Grand Ballrom
Avenida das Nações Unidas 13.301
São Paulo - SP

Estacionamento e valet não inclusos no valor da inscrição.

AULAS DE YOGA, PILATES, OFICINAS E PALESTRAS
As inscritas receberão um e-mail para reservar a sua vaga em 5 aulas e/ou palestras da agenda. As aulas e palestras possuem vagas limitadas.
Havendo disponibilidade no dia do evento, será possível trocar ou mesmo participar de mais aulas e palestras além das pré-reservadas.

SERVIÇOS
Na retirada do kit , as inscritas receberão uma cartela com adesivos que darão acesso aos serviços oferecidos. Os adesivos serão diferenciadas por cor e por serviço. Cada participante receberá:

3 adesivos brancos para massagens
2 adesivos rosas para pé e/ou mão
2 adesivos amarelos para consultorias
3 adesivos azuis para personal stylist (moda, cabelo e make)
1 adesivo verde para coaching

Visite o site do evento. Clique aqui.

Ponta Perfeita

Bailarinas e bailarinos, a dica de hoje é sobre um blog muito legal que descobri por intermédio de sua dona, no Twitter: Ponta Perfeita. Clique aqui para saber tudo sobre sapatilhas de ponta.
Ah, e em breve a Thaís vai postar lá dicas sobre sua compra da Gaynor. Coisa que estou prestes a fazer também.
Aproveite o câmbio e suba nas pontas!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Figurino

Minhas alunas vão fazer parte do espetáculo do fim do ano, A Bela Adormecida, e comecei a fazer uma pesquisa de figurino para elas, que farão a corte do castelo de Aurora.

O figurino da dança clássica segue alguns padrões, de acordo com a peça encenada, mas a maioria das bailarinas quer mesmo usar o famoso tutu (pronuncia-se titi), que pode ter vários caimentos e comprimentos.


Tutu romântico (longo)
Usado em peças do ballet romântico, como o segundo ato de Giselle, Chopiniana e A Sílfide. O branco transmite o tom etéreo das heroínas românticas do século XIX. O comprimento sugere a imortalidade, o vôo da sílfide.






Tutu camponesa
Como o nome sugere, não é tão longo quanto o romântico, e leva tecidos menos nobres em seu feitio. Usado em cenas de floresta, no primeiro ato de Giselle, Lago do Cisne e outros.





Tutu bandeja (curto)
É formado por várias camadas de tule, às vezes sustentadas por arames. Os do início do século XX eram bastante pesados e amplos. Com o passar do tempo, eles se tornaram mais leves e com o diâmetro menor. São usados por bailarinas que encenam fadas, princesas, heroínas que têm que mostrar a agilidade das pernas e nos pas-de-deux clássicos mais famosos.





Vestidos
Mais utilizados em ballets que se baseiam em danças típicas de determinadas regiões (caráter), como as danças executadas durante as comemorações do aniversário do príncipe Siegfried, em O Lago dos Cisnes. Os vestidos também podem ser vistos em rainhas e personagens da corte, como nas cenas de castelo; espanholas, como em Don Quixote ou na apaixonada Julieta, de Romeu e Julieta.

Túnicas
Mais leves que os vestidos, usadas em personagens míticos ou heroínas do oriente.









Para minha turma, escolhi um tutu bandeja levemente caído, já que elas são da corte, porém vão dançar nas pontas. Acho que vai ficar bonito.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Réquiem para um Destino

Uma das coreografias que mais amo do Ricardo Scheir, que eu vi ser montada no Pavilhão D e que merece ser vista por todos.
Destaque no Passo de Arte - 2004
Melhor coreografia no festival de dança de Joinville - 2004
Intérpretes: Alexandre Nascimento, Claudia Riego, Jefferson Damasceno


Audições

* MIAMI CITY BALLET - AUDIÇÃO SUMMER PROGRAMN EM SÃO PAULO

SUMMER PROGRAMN – 2 SEMANAS – JULHO 2010 – MIAMI CITY BALLET SCHOOL


Para Bailarinos e Bailarinos de 8 a 19 anos!

É importante citar que o Summer de 2 semanas será realizado no período de 19 a 31 de Julho de 2010, e, é para estudantes entre 8 a 13 anos; e o Summer de 5 semanas será realizado no período de 28 de Junho a 31 de julho de 2010, e, é para estudantes entre 12 a 19 anos.

- Período das audições (MASTER CLASS) em Novembro de 2009, para o Summer de 2 semanas:

Dia 23 de Novembro – São Paulo – inicio às 9 horas

Local : Teatro do CEU Alvarenga – Endereço: Estrada do Alvarenga, 3.752 - Bairro: Pedreira. Zona Sul de São Paulo

- Forma de apresentação dos estudantes:

* Meninas –colant preto, meia calça salmon, sapatilhas de meia ponta, e para acima de 11 anos sapatilha de ponta, cabelos presos em coque tradicional.

* Meninos – Camiseta branca, malha preta, meia soquete branca e sapatilha branca.

* Aula com duração de 1 hora e meia, – Estudantes de 08 a 10 anos e Estudantes de 11 a 13 anos. Serão duas aulas.

Inscrição:

- Ficha devidamente preenchida conforme modelo que enviaremos por email

- 1 foto 10x 15 de corpo inteiro, preferência em arabesque, 1 foto de rosto;

- Taxa de U$ 40,00 dolares

Para saber como mander o seu material e participar da audição entra em contato com Michelle Ghidotti (11-5612 3835/ 5612 5812/ 7676 6663 )


* Audição para o musical da Broadway “ Cor Púrpura” que será produzido no Brasil.

Os testes serão realizados na cidade de São Paulo.

Os interessados devem enviar currículo, duas fotos (rosto e corpo) e ficha de inscrição preenchida para o endereço:

A/C de Fausto Almeida

Direção de Elenco

Rua José Maria Lisboa n. 695 Cj. 151A

Jd. Paulista - SP - Cep. 01423-001

Enviar até 30 de outubro.



Ficha de Inscrição (você pode copiar os dados abaixo, copiar, colar no Word, preencher e imprimir para enviar)

Nome Artístico:

Nome Completo:

Data Nasc.: Idade:

Naturalidade: Sexo ( ) Feminino ( ) Masculino

Cor do Cabelo: Pele: Olhos: Sinais no Corpo:

Peso: Altura: Manequim:

Camisa: Terno: Sapato:

Tipo Físico: Tipo Cabelo:

CONTATOS

Tel. Residencial: Tel. Comercial:

Celular : Tel. Recado: Nextel: ID:

Endereço:

CEP/ Município: Bairro: UF:

E-mail: Site

CPF:

RG: Orgão expeditor: DRT:

Lê Partitutura?

Especifique os seus últimos 3 principais trabalhos realizados

(personagem/ autor /diretor / produção)

FAVOR ASSINALAR ABAIXO A PERSONAGEM NA QUAL ESTÁ INTERESSADO (A) EM AUDICIONAR.

CELIE

SOPHIA

NETTIE

SQUEAK

MISTER

HARPO

SHUG

ENSEMBLE

Assinale com X o seu nível nas especialidades abaixo:

DANÇA

Profissional Intermediário Básico

CANTO

Profissional Intermediário Básico

INTERPRETAÇÃO

Profissional Intermediário Básico


* Audição para Bailarinos- Temporada Island Escape Costa Européia

Contrato de 6 meses, $1.400,00 por mês.
Audição dia 31.08.09 as 10hs
Chegar às 9h30 para preenchimento de ficha.
Requisitos: Ser Bailarino, com experiência básica em Jazz, Ballet e
Contemporâneo
Local: Axel Eventos e Cia de Dança
Rua: João Loprete n.53 - Vila São João, Guarulhos SP
Contato: (11) 2304-6474
www.axeleventos.com.br
Email: diego@axeleventos.com.br

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Ciranda da Bailarina



Sandy canta "Ciranda da Bailarina", de Chico Buarque/Edu Lobo durante o Criança Esperança em 22/8/2009.
Destaque para a bailarina Ana Botafogo.

Sandy sings "Ciranda da Bailarina" - brazilian song written by Chico Buarque/Edu Lobo at Criança Esperança (a benefit event that helps poor children) on 8/22/2009.

The ballerina is Ana Botafogo.

Ivaldo Bertazzo

Ele foi o responsável pelo show de dança do Criança Esperança. E mais, é o criador da Escola do Movimento. Vale a pena conhecer mais desse gênio.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Sapatilha de ponta - Fitting


Falei na minha aula de ontem que faria um tutorial de como usar corretamente a sapatilha de ponta.

Enquanto não gravo um vídeo meu fazendo isso, aqui vão algumas dicas que os especialistas dão para facilitar a vida de quem usa esse tipo de sapato para a dança. A maior parte foi tirada do Guia de Fitting da Gaynor Minden, que você pode baixar aqui (em inglês).


Comprando sua sapatilha

Há algumas formas de saber se a ponta é a ideal para o seu pé. Chamamos de fitting, que nada mais é do que experimentar mesmo.

Siga alguns passos durante a prova para verificar se a sapatilha se ajusta ao seu tipo de pé.

  • Plié em segunda posição - Permaneça em segunda posição e faça um grand plié. Isto colocará seu pé em sua posição mais longa - como na aterrissagem de um grande salto. O grand plié deve ser mais baixo que o normalmente feito em sala de aula. Para este ajuste, não esteja preocupado com aparência ou técnica perfeita. Se seus dedões do pé estão apenas tocando o fim da caixa, sem senti-los esmagados ou com dor, então o comprimento está correto. Se seus dedões do pé não tocam o fim da caixa, a sapatilha é muito grande. Se existe pressão dolorosa nas pontas de seus dedões do pé então a sapatilha é muito pequena ou muito larga. Confirme o comprimento no próximo passo.


  • Belisque o calcanhar - Deixe seu pé na ponta mas sem colocar o peso. Você deve ser capaz de beliscar 1/4 de polegada na parte superior do calcanhar, para assegurar que existe espaço suficiente para os dedões do pé quando subirem na ponta e quando estiver de pé. Se você pode colocar um dedo inteiro atrás do calcanhar é quase certamente muito grande. Se você não pode beliscar qualquer material é poque está muito pequeno.


  • Verifique a caixa e largura - A frente da sapatilha deve ser justa mas confortável, não tão apertada que apareçam protuberância de joanetes ou outras extremidade na parte dura da caixa. Com um ajuste perfeito a borda da parte dura da caixa não mostra protuberâncias pelo cetim. A sapatilha deve ser tão justa que será impossível deslizar um dedo na sapatilha para os lados ou para o topo do pé.


  • Verifique colocação, altura de gáspea e dureza de palmilha - Quando subir na ponta você deve estar "acima" da plataforma, não ser contido. O arco da sapatilha deve ajustar no arco de seu pé. O equilíbrio na ponta deve ser maravilhosamente fácil. Se você achar que está sendo contido, pode tentar uma gáspea mais baixa(tendo certeza que as juntas e joanetes são totalmente cobertos) ou uma palmilha mais flexível. Se você sentir que seu pé está "indo muito longe", pode tentar uma altura de gáspea maior ou uma palmilha mais dura.

Exemplos de caixa muito pequena, caixa ainda pequena e uma caixa perfeita.


Fita e elástico

Depois que o primeiro par de pontas foi selecionado, e só depois que este par tenha passado pela aprovação do professor, chega a hora de costurar as fitas e os elásticos. Isto deve ser feito pelo estudante, com ajuda de um adulto somente quando necessário. Um estudante que seja maduro e responsável o suficiente para começar o trabalho de pontas deve também aceitar a responsabilidade de prepará-las e de importar-se com elas.

  • Costurando as fitas

Duas fitas cor-de-rosa de cetim (cada uma medindo mais ou menos 50 cm) são necessárias para cada sapatilha de ponta. Esta fita é brilhante em um lado e áspera no outro. O lado áspero será colocado para dentro (de encontro ao pé) para ajudar a firmar a sapatilha.

1) Pegue a sapatilha e dobre o salto (a parte de tecido que envolve o calcanhar) para frente, em direção à sola. Coloque a fita dentro da sapatilha, logo depois da dobra do salto, e marque levemente a sapatilha com uma caneta ou um lápis.


2) Para certificar-se do acerto na marca, observe se ela está próxima da costura lateral da sapatilha (aquela que todas têm). A marca deve estar ou no meio da costura ou um pouco antes dela, em direção ao calcanhar.

3) Ao costurar, não se esqueça de que o lado brilhante da fita deve ficar para fora. Costure sempre no contorno da fita. Atravesse toda a espessura da fita, mas somente o forro branco da sapatilha. Os pontos não devem atravessar o cetim.

4) É bom também "entortar" um pouco a posição da fita, deixando-a na diagonal, já que essa é a posição de amarrar as fitas. Tenha também o cuidado de não costurar o elástico da sapatilha, porque isto impedirá o ajuste apropriado. Você saberá que furou o elástico se for difícil puxar a agulha na volta da costura.


5) Para impedir que as fitas desfiem, ponha fogo em suas extremidades (mas muito rapidamente, e bem pouquinho!). Cuidado: isto deve ser feito somente por um adulto. Também pode-se passar esmalte para evitar tal fato.

  • Costurando o elástico


O comprimento de elástico depende muito da sua elasticidade e do tamanho do seu pé. Normalmente, usam-se uns 12 cm para cada sapatilha. O elástico deve estar razoavelmente apertado (mas não o bastante para parar a circulação!). Comece da mesma maneira que começou para fixar as fitas: dobrando o salto em direção à sola. Dessa vez, coloque o elástico mais perto do calcanhar, e não na direção dos dedos. Na costura deste, também deve haver um pequeno ângulo de inclinação. Não se esqueça de não costurar através do cetim da sapatilha, assim como nas fitas.

Durante o uso da ponta, o dançarino deve sempre verificar suas fitas e elásticos, e ajustá-los se for preciso, antes que se desgastem de vez e rasguem.

Amolecendo a sapatilha

Observação importante antes de iniciar: as sapatilhas de ponta não devem ser amolecidas em casa sem a permissão do professor!

As pontas novas são, normalmente, bastante desconfortáveis. Para deixá-las melhores para o uso, algumas pessoas amolecem suas sapatilhas antes de usá-las propriamente. Para estudantes novos, esse amolecimento deve ser feito sempre sob a supervisão do professor.

1) A caixa da sapatilha (parte onde há o gesso) precisa ser "amassada" e moldada para encaixar-se à forma de seu pé. A sapatilha pode ser colocada no lado da dobradiça de uma porta resistente - entre a porta e sua moldura. A porta é então delicadamente fechada, pressionando a ponta e alargando a caixa. Um outro método é colocar as sapatilhas no assoalho e amassá-las (pisando diretamente na caixa) com o seu pé.

2) Dobre a sola no lugar onde ela se encaixa na forma do seu arco do pé. Isto deve ser feito quase no fim da sola - NÃO NO MEIO! Para fazê-la flexível, é às vezes necessário dobrá-la para a frente e para trás diversas vezes, até que se dobre facilmente.

3) Tente subir em cada sapatilha, para ver se estas já estão suficientemente moles. Se existir uma brecha em torno dos lados do pé, puxe o elástico para um melhor ajuste. Tenha cuidado para não puxar muito. Amarre as cordas em um nó e tenha o cuidado de dobrar as pontas para dentro, escondendo-as.

4) Ponha as sapatilhas no chão, amarrando as fitas corretamente. Ande ao redor na maior meia-ponta possível. Isto será difícil e doloroso no início, já que a ponta ainda está dura. Mas a maior flexibilidade que os ajustes permitirem tornarão a ponta muito mais confortável para as aulas.

CUIDADO: Esta etapa de amolecer as sapatilhas é muito importante, mas não deve ser tentada em casa sem a permissão do professor.


Como amarrar a fita da sapatilha


Existem algumas formar de fazer isso, de acordo com cada escola em que se estuda.

Eu aprendi a amarrar a fita na escola da D. Toshie Kobayashi, e assim aprendemos também para os exames da Royal. Começa-se com a fita do lado externo do pé, e o nó fica do lado de dentro. Acho que fica um acabamento muito bonito e firme.

1. Passe a fita do lado de fora por cima do tornozelo, dando uma volta passando o restante por baixo da fita.

2. Passe a fita no lado de dentro por cima do tornozelo dando duas voltas e amarre o restante da fita.

3. Faça um nó na fita e esconda a ponta por baixo da fita que está no tornozelo.

Probleminhas

O site Dicas de Dança relacionou alguns problemas facilmente encontrados em bailarinos em aulas e nos palcos. São coisas simples que a gente precisa lembrar ao entrar na sala e que deixo aqui para todo mundo pensar também.


Pés e tornozelos caindo para dentro - Um hábito comum dos estudantes de ballet é o de deixar os pés e tornozelos caírem para dentro. A fim de obter um perfeito em dehors, às vezes, deixam os arcos dos pés caírem para frente no chão. Isso levanta a borda externa do pé do chão, colocando pressão sobre os tornozelos e joelhos e lesando os tendões dos pés.


* Lembre-se que o em dehors vem do quadril e músculos da coxa, e não dos joelhos, tornozelos ou pés. Ao estar na primeira posição, o foco tem que ser nos quadris e coxas. O calcanhar, a bola do dedo grande do pé, e a bola do dedo mínimo do pé devem estar todos no chão, e não o arco do pé.


Desalinhando do corpo - A bailarina deve sempre estar alinhada, de forma a utilizar corretamente os braços, pernas, cabeça e pescoço. Bailarinos não podem distorcer as costas em nenhum dos dois extremos: de arqueamento ao abrir a caixa torácica, ou ficar corcunda e curvar os ombros. Em ambos os casos, o abdome do bailarino será solto e não vai servir de suporte para o corpo. Além disso, dobrando a pelve irá limitar o movimento dos quadris.


* Lembre-se constantemente da colocação do corpo. O cóccix deve ser apontado diretamente para baixo, e os músculos abdominais devem ser contraídos e para cima. Ombros devem estar para baixo e para trás, com o queixo levemente levantado. Nesta posição, a bailarina terá a capacidade de se movimentar completamente através dos braços e das pernas.


Pés tensos - Apertando ou contraindo os dedos do pé pode atrapalhar um bailarino da plena articulação dos pés. Dedos cerrados, especialmente durante a execução de uma combinação de saltos, se colocar stress nas articulações acabará provocando ferimentos. Ao longo do tempo pode danificar os ossos e os tendões dos pés.

A fim de evitar essa tensão, os bailarinos devem esticar os tendões dos dedos praticando alguns exercícios simples. Sentado, com os dois pés no chão, escorrega um pé em direção ao corpo, lentamente, elevando-o à meia-ponta com um arco forçado. Os dedos devem permanecer no chão, e o bailarino deve sentir o alongamento debaixo dos pés. Além disso, sentado com as pernas esticadas para frente, estique os pés na frente e depois flexione apenas os dedos, em seguida, flexione o pé inteiro.


Joelho hiperestendido - Se o joelho de um bailarino é naturalmente super esticado ele ou ela tem pernas hiperestendidas. Uma perna hiperestendida moderada pode ajudar o bailarino a ficar confortavelmente numa quinta posição bem apertada, no entanto, alongamento extremo pode ser perigoso. Bailarinos hiperestendidos tendem a ter músculos mais fracos. As pernas podem ter pouca sustentação. Assim, a hiperextensão pode danificar as articulações dos joelhos, tornozelos e quadris.

Estes bailarinos devem pensar em alongar as pernas, ao invés do estiramento ou travar os joelhos. Ao invés de apertar o quadríceps, os bailarinos devem esticar a partir dos quadris e alongar a linha da perna.


Tensão no corpo - Dançar ou mover-se duros, com os músculos apertados podem causar lesões musculares para os bailarinos. A tensão no corpo pode afetar o equilíbrio de um bailarino, e ficar quase impossível a sua movimentação.

Para aliviar a tensão, os bailarinos devem concentrar-se na respiração rítmica. A respiração deve estar junto com a música, e deve ser quase coreografada. Mesmo quando parado, os bailarinos devem concentrar-se na respiração. Isto impedirá que os músculos fiquem tensos.


Abrir as costelas e apertas as omoplatas - Os bailarinos podem comprimir as omoplatas ao tentar abrir seu peito na frente, no entanto, este movimento imobiliza as costas. Isso compromete à liberdade dos braços e parte superior do corpo. Eles também causam um desalinhamento no bailarino, que fica com o corpo para trás da linha dos quadris, afetando seu o equilíbrio. Os bailarinos devem pensar em alargar os ombros para os lados, e mantendo uma postura ereta.


Falta de concentração - Um bailarino pode, por vezes, simplesmente perder a sua atenção na técnica. Estar totalmente presente, concentrado e atento irá permitir que o bailarino aprenda mais rapidamente e corretamente. A pior situação é aprender uma combinação ou passo incorretamente, e não incidir sobre os movimentos musculares corretos. Estar presente, estar focado, e estar aberto a novos estilos de dança e novas formas de mover o corpo.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Fotos

Acabaram de chegar algumas fotos feitas pelo Renato das últimas apresentações.
Adoro o trabalho dele e odeio me ver em algumas, mas até isso faz parte da vida de uma bailarina.
Clique para ampliar.