terça-feira, 29 de janeiro de 2013

No Ballet Giselle

Por Aguinaldo de Souza

Giselle nasceu suave, era fraca do coração, não podia fazer esforço físico, não servia para o trabalho da colheita, nem podia dançar nos bailes da aldeia. Sua vida era um sopro, não suportaria sobressaltos. 


Até que teve sua cota de desilusão: traída pelo homem amado, que banal. Num acesso de raiva e revolta interna, Giselle torna-se forte o suficiente para ir ao centro da aldeia e dançar. Dançar todas as alegrias não manifestadas, dançar todo ódio escondido. Dançar pra que seu corpo pudesse expurgar todo o sofrimento de sua vida, uma vida inútil, protegida, resguardada sem emoção boa, nem ruim. 

Dançou até que seu peito explodisse, até que seu coração não aguentasse... Giselle, na mais linda das mortes, optou por dançar até que seu corpo dilatasse, até que sua alma saísse dele...
Depois, como todos, foi jogada numa cova de lápide feia no fundo de uma floresta escura.
Eu sei que este é só o primeiro ato, mas é só o que veríamos em vida. 


HOJE EU QUERIA (muito) SER GISELLE.

4 comentários:

Mari Hauer disse...

As vezes eu sou tão Giselle, sem a parte que ela morre. Mas na loucura estamos ali, ó, do ladinho!
Beijos pra vc, Aninha e pro Gui, essa coisa linda que escreveu esse texto! Consigo escutar a voz dele!

Jadlla Cruz disse...

Esse repertório meche comigo, linda história !

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