sexta-feira, 13 de julho de 2012

Giselle



A primeira vez que assisti ao ballet Giselle coincidiu com minha primeira visita ao Rio de Janeiro. Toshie Kobayashi, grande mestra do ballet nacional (e internacional, minha gente), convidou minha professora Fátima e eu para vermos a estreia de seu aluno Enéas Brandão como primeiro bailarino do municipal do Rio. Vesti minha melhor roupa, nos sentamos nos camarotes e daí pra frente lembro de flashes de técnica perfeita e muita, muita emoção.
Eneas Brandão


Giselle é um ballet que, basicamente, conta uma história como muitas que estamos acostumadas a ouvir, porém num extremo: o da morte. Uma moça simples se apaixona por um nobre disfarçado de camponês. Ela não sabe que ele já está prometido para a nobre Bathilde, filha do duque. Quando a verdade é descoberta, Giselle morre, com o coração partido.
Primeiro Ato

O que há de tão especial em Giselle? Ele é um dos mais influentes de todos os ballets românticos e também uma das maiores e mais populares obras dos repertórios das grandes companhias. Os dois atos são bem diferentes. O primeiro é uma obra alegre, bem típica para a época, com camponeses como muitos outros. O segundo é um ícone dos ballets brancos, em que as bailarinas flutuam, são etéreas, meio fantasmagóricas. Fico aqui imaginando o que causou quando de sua estreia. Giselle também é um dos papéis mais difíceis para as bailarinas. D. Toshie brincava que até para morrer a gente precisa esticar os pés.

A seguir mais detalhes da história.

Coreografia: Jules Perrot e Jean Coralli
Música: Adolphe Adam
Estréia Mundial: 1841, em Paris.

Giselle é uma linda jovem que vive em um vilarejo nos campos da Alsácia, na França. Ela vive feliz com sua mãe, Bertha, suas amigas e Hilarion, seu namorado. É época de colheita da uva, e as festas atraem muita gente, inclusive os nobres. O conde Albrecht é um desses nobres, e, encantado por Giselle, decide se fazer passar por um lenhador, chamado Loys, para se aproximar da moça. Giselle se apaixona pelo lenhador, e apesar dos avisos de sua mãe e das tentativas de Hilarion de desmascarar Loys, ela prefere acreditar em seu grande amor.

O conde, também apaixonado, mantém a farsa com medo de perder Giselle. Uma comitiva de caçadores nobres chega à vila. Giselle e sua mãe têm grande prazer em receber os nobres em sua casa, e a moça se diverte conversando com Bathilde, sem nem sequer imaginar que ela é a noiva de seu grande amor. Bathilde também não desconfia que Loys, de quem Giselle tanto fala, é na verdade o conde Albrecht. Nesse mesmo dia, Hilarion entra escondido na casa de Loys para procurar algo que possa incriminá-lo, encontrando sua roupa de nobre e sua espada, e conseguindo finalmente desmascarar o conde.

Cena da loucura
Quando o jovem conta tudo a todos, Bathilde confirma que Loys é seu noivo, deixando cada morador da vila chocado com a notícia. Giselle, diante da grande decepção, enlouquece de tristeza e morre de amor.

O corpo da moça é enterrado na floresta, lar das Willis. Elas são almas de jovens que amavam muito e morreram antes do casamento. Materializam-se à meia-noite, desaparecendo ao amanhecer, e buscam se vingar, fazendo com que os homens que passeiam pela floresta dancem até morrerem de cansaço. Hilarion vai visitar o túmulo de Giselle e as Willis começam a aparecer. Myrtha, a rainha das Willis, convida-as para iniciar Giselle em seus ritos. Hilarion, então, é perseguido e levado à morte. Albrecht aparece, carregando lírios, e Giselle surge para ele. As Willis reaparecem, e Myrtha o condena a dançar até a morte, mas o amor de Giselle por ele é ainda grande. Ela o ampara e o protege com a ajuda da cruz de seu túmulo, poupando a vida de seu amado até o amanhecer, quando as Willis desaparecem.
Segundo ato: as willis

Fonte: Dicas de Dança

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